ClimaInfo, 13 de junho 2018

ClimaInfo mudanças climáticas

O CONFUSO MUNDO DO PETRÓLEO BRASILEIRO

A estatal PPSA, responsável pelos contratos de partilha de produção de petróleo, vai organizar mais um leilão já que no de maio não conseguiu vender um barril sequer. A Shell, única a se inscrever, não fez lances. A gigante petroleira não se manifestou, mas analistas acreditam que a soma dos riscos de mercado com as incertezas políticas está mais alta do que o retorno esperado. Ainda falando da PPSA, o ministério de minas e energia contratou uma consultoria para fazer recomendações para uma política de longo prazo para petróleo e gás natural que cabe à União e é gerida pela empresa. Esperemos que as recomendações não amarrem o futuro aos fósseis, o que é pouco recomendável se formos sérios na intenção de limitar o aquecimento global a 1,5oC.

Mudando para a Petrobras, muitos estão se sentindo no direito – ou no dever – de colocar seu palpite na discussão: Benjamin Steinbruch, cogitado para vice na chapa de Ciro Gomes, criticou na Folha de S. Paulo a política de preços de Pedro Parente por ter priorizado a recuperação da empresa ao invés de se preocupar com sua acionista-mor, a União; por sua vez, Adilson de Oliveira, professor da UFRJ, defendeu no Valor uma política de preços para os derivados que amorteça a volatilidade internacional. Para Adilson, o controle desta política deveria ficar a cargo da ANP, porque a missão desta não a permite pender para o mercado ou para os acionistas, nem para interesses políticos dos governos da ocasião.

http://www.valor.com.br/brasil/5587711/ppsa-quer-fazer-novo-leilao-da-producao-da-uniao-no-pre-sal

http://epbr.com.br/ihs-estudara-politica-de-comercializacao-de-longo-prazo-do-pre-sal

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/benjaminsteinbruch/2018/06/a-batata-e-suas-licoes.shtml

http://www.valor.com.br/opiniao/5587765/uma-nova-politica-de-precos-de-combustiveis

 

O CONFUSO MUNDO DO PETRÓLEO INTERNACIONAL

As petroleiras internacionais parecem estar preocupadas com as várias eleições previstas para a América Latina. Brasil, México e Colômbia têm eleições presidenciais em 2018. A Argentina as terá em 2019. No mês passado, a reeleição de Maduro manteve a tendência de queda do petróleo venezuelano. O candidato favorito no México é visto pelo mercado como um perigoso populista. Aqui, não se sabe com clareza o que pensam os candidatos mais cotados, se é que eles mesmos sabem. No próximo domingo, acontece o 2o turno das eleições na Colômbia, no qual disputam um ex-guerrilheiro e um conservador e aliado do ex-presidente, Álvaro Uribe. As chances de pipocarem pela América Latina políticas mais avessas ao mercado estão tirando o sono das petroleiras. Afinal, somados, estes países detêm as maiores reservas provadas de petróleo e de gás natural do mundo.

A tendência dos preços internacionais também é incerta. No mês passado, o preço do barril de petróleo bateu nos US$ 80, mas caiu logo que a Arábia Saudita aumentou sua produção para cobrir parte do buraco deixado pela queda da produção na Venezuela e na Nigéria. E a Opep se reunirá no próximo dia 22 quando, talvez, consiga um acordo para aumentar a produção e baixar um pouco mais o preço do barril. Pois é, foi a esse mundo volátil que Parente quis amarrar o preços dos derivados no Brasil. https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/06/incerteza-eleitoral-na-america-latina-preocupa-industria-do-petroleo.shtml

https://www.istoedinheiro.com.br/arabia-saudita-impulsiona-producao-de-petroleo-da-opep-em-maio/

http://priceofoil.org/2018/06/11/report-g20-countries-set-to-invest-over-1-6-trillion-in-fossil-gas-jeopardizing-paris-climate-goals/

 

CAMINHÕES E FRETES À ESPERA DE DEFINIÇÕES

Ainda não houve acordo sobre os preços dos fretes, nem se sai uma tabela nova, nem se os caminhoneiros se rendem aos grandes setores econômicos para quem o frete tabelado faz mal aos negócios. Já começa a aparecer gente dizendo que o preço do cimento subiu por causa do frete, e que o preço do aço precisa subir por causa do frete. Fábricas reduzem a produção porque matérias primas não chegam. Nos portos, navios parados esperam o embarque da soja que não chega ao porto. Os produtores de soja ou esperam que o preço do frete caia, ou temem embarcar os produtos em caminhões que podem não chegar aos portos. As estradas não mais estão bloqueadas, mas a situação está longe de voltar ao normal.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,indefinicoes-sobre-tabela-do-frete-travam-transporte-de-carga-no-pais,70002346752

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,combustivel-fez-cimento-subir-5-diz-cbic,70002346809

 

LICITAÇÃO DAS LINHAS DE ÔNIBUS DE SP ENCRENCOU MAIS UMA VEZ

A Prefeitura de São Paulo conseguiu aprovar na câmara dos vereadores sua proposta de licitação das linhas de ônibus da cidade, mas esbarrou no Tribunal de Contas. O ex-prefeito João Doria havia cancelado o edital feito por Haddad e fez um outro para chamar de seu. Doria chegou a dizer que o edital anterior tinha 49 irregularidades. O TCM diz ter encontrado 51 destas no edital de Dória, sem contar as 20 impropriedades e 19 recomendações. Uma das irregularidades permite a operação de veículos fora dos padrões técnicos veiculares e põe em risco tanto a prestação adequada do serviço quanto à saúde da população. Outra permite que os veículos rodem por 11 anos, mesmo com os fabricantes dizendo que a vida útil destes é de 10 anos. Durante o trâmite na câmara, o pessoal do Greenpeace já havia apresentado aos vereadores parte das irregularidades levantadas agora pelo TCM, mas o projeto foi aprovado mesmo assim. O TCM não incluiu em seu relatório a postergação sine-die da obrigação imposta pela lei municipal de mudança do clima: por esta lei, toda a frota de ônibus da cidade deveria rodar com combustíveis limpos e renováveis até 2018.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/tcm-ve-irregularidades-e-suspende-novo-edital-de-licitacao-do-transporte-publico-de-sp.ghtml

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/TCM-suspende-edital-de-licitacao-de-onibus-de-Sao-Paulo/

 

MAIS CICLOVIAS IMPLICAM MENOR USO DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Moradores de áreas próximas às ciclovias têm 1,5 vezes mais chance de adotar a bicicleta como meio de transporte. A chance de mudar para a bicicleta dobra para aqueles que moram perto de estações de trem ou metrô. A pesquisa feita em São Paulo e em Melbourne, na Austrália, mostra que esses resultados não dependem de fatores como sexo, idade, nível educacional ou bairro. Mais ciclovias levam mais gente a deixar o transporte fóssil para trás.

http://agencia.fapesp.br/construcao_de_ciclovias_em_sao_paulo_incentiva_uso_de_bicicletas/27977/

 

PROTEGER O MEIO AMBIENTE NÃO É CUIDAR DO JARDIM

A redução do desmatamento no Brasil entre 2004 e 2012 é considerada por cientistas renomados como a maior contribuição dada por um país ao combate à mudança do clima. Hoje, metade da Amazônia é protegida, porém uma área pública de mais de 70 milhões de hectares (tamanho aproximado da França) não tem destinação e forma bolsões de floresta à deriva, constantemente saqueados, um patrimônio público dilapidado na madeira, no ciclo da água, no carbono, na diversidade de espécies. No Cerrado a coisa também não vai bem. Para além do estrondoso desmatamento do bioma, um estudo do Imaflora constatou que a chegada da soja no Matopiba, apesar de gerar riqueza, deixa pouco desta para os municípios e desloca a agricultura familiar. Os pesquisadores encontraram taxas de mortalidade infantil maiores nas áreas ocupadas pela soja e com o número de médicos reduzido. Com a soja, os municípios crescem em população, mas não na oferta de serviços. O desenvolvimento não é inclusivo.

No cenário nacional, o adiamento crônico dos prazos para o Cadastro Ambiental Rural (CAR) já não mais pode ser justificado pela sempre apregoada proteção aos pequenos agricultores, mas pelo adiamento da obrigatoriedade do cadastro para a liberação de crédito agrícola.

Depois de desfiar estas e outras mazelas, Daniela Chiaretti encerra seu artigo no Valor dizendo que “por ignorância e/ou ganância, questões ambientais no Brasil continuam sendo tratadas como se fossem uma ingênua e lindinha atividade de jardinagem”.

http://www.valor.com.br/brasil/5587727/proteger-o-ambiente-nao-e-exercicio-de-jardinagem

 

CRISE DO CLIMA: O LITORAL PAULISTA

Na última matéria da série Crise do Clima, da Folha de S. Paulo, Mariana Versolato e Lalo de Almeida percorrem o litoral de São Paulo mostrando como a elevação do nível do mar está mudando a paisagem geográfica e humana. O subtítulo já diz quase tudo: “Erosão come praias e até casas inteiras; obras tentam conter as ressacas frequentes”. A primeira metade da matéria fala de uma pesquisa sobre os impactos das ressacas em Santos, especificamente na favela do Mangue Seco e na Ponta da Praia. Moradores da favela contam como vão erguendo as casas para se defender de ressacas cada vez mais fortes. “O que chamam de minirressaca lá na praia às vezes é um tsunami aqui”, diz uma moradora. Impressiona porque a favela não fica na beira do mar, fica no Largo da Pompeba, um canal entre o continente e a Ilha de São Vicente, onde fica Santos. Segundo José Marengo, do Cemadem (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e um dos coordenadores da pesquisa, as ressacas estão mais fortes porque o mar e a atmosfera estão esquentando, aumentando a força dos ventos e gerando ondas maiores. Ondas maiores chegam mais longe nos canais. Soma-se a isso a expansão em volume das águas aquecidas. E mais, a quantidade extra de água vinda do derretimento de geleiras terrestres. A matéria mostra uma série de fotos do tipo antes-e-depois em pontos do litoral paulista nos últimos 10 anos, ilustrando o quanto de terra já foi engolfada pelo mar. Em duas delas, há uma projeção da área que deverá virar mar até 2050. Em outra parte da matéria, Mariana fala dos esforços para conter as ressacas e conter a erosão que poderia impactar na operação do maior porto do país. Quase no final, aparece um mapa do litoral paulista, indicando as belas praias de Cananéia a Ubatuba e o risco que cada uma está correndo. O artigo termina falando da Ilha Comprida, na ponta sul do litoral, com seus quilômetros de praias sendo sendo tragados pelo mar. Muita gente, entre pescadores e turistas, já perdeu sua casa. Uma moradora depois de perder sua casa para o mar, ganhou outra num sorteio de casas populares. Ela é da opinião: “estou protegida por um bom tempo. Dizem que o mar está fechando, que a Ilha Comprida vai sair do mapa. Acho que dá tempo de eu subir [aponta pro céu] antes que isso aconteça. Espero que dê.”

https://arte.folha.uol.com.br/ciencia/2018/crise-do-clima/litoral-paulista/no-litoral-de-sp-erosao-come-praias-e-ate-casas-inteiras-obras-buscam-protecao-contra-ressacas-mais-frequentes/

 

O GÁS NATURAL NÃO É PONTE PARA TRANSIÇÃO ALGUMA

Caiu um dos mitos mais repetidos desde o crescimento vertiginoso das fontes renováveis: o de que a queima de gás natural emite menos do que outros fósseis como o carvão e o óleo combustível de petróleo. O mito dizia que as térmicas a gás natural são imprescindíveis para se fazer a transição para uma economia de baixa emissão. A versão nacional do mito foi cometida pela presidente Dilma quando disse que não dava para estocar vento. Na ausência de vento, alguém tem que suprir a demanda. E, para os amantes dos fósseis, esse alguém é o gás natural.

Um estudo do think tank Oil Change International, endossado por 20 organizações globais, mostra que:

– Somente as emissões da exploração dos campos de petróleo e gás já são suficientes para aquecer o mundo para além dos 1,5oC. Mesmo se todas as minas e as térmicas a carvão fossem fechadas neste instante, haveria uma probabilidade de 50% da temperatura média global ultrapassar este limite.

– Mesmo sabendo disso, os países do G20 preveem investimentos de mais de US$ 1,6 trilhões em novos projetos de gás natural até 2030.

– 75% destes investimentos serão feitos por cinco países: EUA, Rússia, Austrália, China e Canadá.

– A Argentina quer ter a desonra de entrar para esse grupo graças ao projeto de exploração de gás betuminoso de uma enorme reserva na Patagônia.

Um segundo trabalho detalha o esforço da Argentina em explorar as reservas de Vaca Muerta, apesar de todos os compromissos assumidos junto ao Acordo de Paris.

http://priceofoil.org/content/uploads/2018/06/debunked_g20_esp_04_web.pdf

http://priceofoil.org/content/uploads/2018/06/debunked_vaca_muerta_eng_04_fin_web.pdf

 

COMITÊ DEMOCRATA NÃO MAIS ACEITARÁ DOAÇÕES DA INDÚSTRIA FÓSSIL

O Comitê Nacional do Partido Democrata dos EUA decidiu não mais aceitar doações de empresas que lidam com combustíveis fósseis. O Comitê deve votar em agosto uma segunda resolução que prevê o banimento de contribuições superiores a US$ 200 feitas por indivíduos que trabalham para a indústria fóssil. Apesar de não ter autoridade sobre os filiados eleitos, nem sobre as campanhas de seus membros, o Comitê espera influenciar candidatos do partido a adotarem políticas semelhantes.

Um membro dos Democratas disse na reunião do Comitê que: “falamos que a mudança climática é real e é uma emergência planetária, o que temos que fazer é parar de receber contribuições das instituições que criaram esta crise”.

https://www.huffpostbrasil.com/entry/dnc-ban-fossil-fuel-donations_us_5b20116ae4b09d7a3d77d094

 

IMPACTOS NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS E NA NUTRIÇÃO

Estudo publicado na PNAS concluiu que a produtividade de verduras, legumes e grãos deve diminuir entre 10% e 25% por causa do estresse hídrico e das temperaturas mais altas causadas pelo aquecimento global. Esta queda mais que compensa o pequeno aumento de produtividade decorrente de uma maior concentração de CO2 na atmosfera. Um outro estudo publicado pela Nature indica que concentrações maiores de CO2 reduzem a quantidade de ferro e zinco fixados no cultivo de grãos importantes como a soja e o arroz, entre outros. Ferro e Zinco são elementos muito importantes na dieta humana. Estima-se que dois bilhões de pessoas sofrem de deficiências destes elementos e mais de 60 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência dos problemas gerados por estas deficiências.

Menos comida e comida menos nutritiva parece ser o futuro de uma imensa maioria da humanidade.

http://www.pnas.org/content/early/2018/06/05/1800442115

https://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/vegetable-shortage-supply-food-production-climate-change-a8394336.html

https://www.nature.com/articles/nature13179

http://www.dw.com/en/climate-change-strips-nutrients-from-food-crops/a-44161873

 

ÁRVORES GIGANTES

Duas pesquisas recém publicadas falam de árvores gigantes. A que causou mais consternação conta da morte dos mais antigos e maiores baobás, com idades estimadas entre 1.100 e 2.000 anos. O relato diz que 9 indivíduos dos 13 mais antigos, e 5 dos 6 maiores, morreram ou, pelo menos, suas partes mais velhas morreram no últimos 12 anos. Se este período parece longo, lembre-se que ele corresponde a cerca de 1% ou menos da idade das árvores. Comparando com a duração da vida humana, é como se 9 das 13 pessoas mais idosas do mundo morressem todas no espaço de 1 ano. Embora os pesquisadores não tenham chegado a uma conclusão definitiva sobre a causa das mortes, deixam claro que a principal suspeita é a mudança do clima.

A segunda matéria fala da vida. Pesquisadores mapearam a atividade fotossintética em toda a Amazônia. Descobriram que as árvores mais altas não só apresentavam atividade maior como a mantinham mesmo durante períodos mais secos. Durante uma seca, árvores de menor porte reduzem a fotossíntese porque a água é fundamental para o processo. A diferença entre elas não está acima do solo, mas abaixo. Árvores maiores tem raízes mais profundas, as quais lhes garantem acesso à reservas de água subterrâneas. O trabalho também mostra que a resiliência às secas tem limite. “Quando o ar está mais seco, as folhas precisam fechar os estômatos, poros por onde fazem trocas gasosas, o que prejudica a sucção que leva a água das raízes ao topo”, o que explica a alta mortalidade das árvores mais altas após períodos prolongados de seca.

https://www.nature.com/articles/s41477-018-0170-5

https://www.theguardian.com/world/2018/jun/11/giant-african-baobab-trees-die-suddenly-after-thousands-of-year

http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/06/05/gigantes-donos-do-sol/

 

Para acompanhar na web

BRIEFING SOBRE GOVERNANÇA DA GEOENGENHARIA CLIMÁTICA COM CARNEGIE CLIMATE GEOENGINEERING

As ideias de geoengenharia que estão aparecendo para mitigar o aquecimento global têm uma coisa em comum: exigem uma governança global, muito forte e transparente. Para abrir mais essa discussão, o WWF está recebendo Janos Pasztor, diretor executivo da Iniciativa de Governança do Carnegie Climate Geoengineering (C2G2). O C2G2 recentemente encomendou um relatório sobre as interações prováveis e potenciais entre as tecnologias de geoengenharia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Hoje, das 9h às 12h, no escritório do WWF-Brasil em São Paulo, na Av. 9 de Julho, 5.593, 12° andar. A conversa será transmitida pela internet no link abaixo.

https://wwfbrasil.zoom.us/j/683965424

 

Para ir ou acompanhar na web

O FUTURO DO USO DA TERRA E AS ELEIÇÕES 2018

A Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura avança em duas frentes: com a Visão 2050, discutindo a visão de longo prazo sobre o uso do solo, e com a Plataforma Eleições 2018, com discussões sobre as propostas que comporão uma carta compromisso que a Coalizão Brasil levará aos principais candidatos às eleições deste ano.

Hoje, das 13h30 às 18h, no Tucarena, na Rua Monte Alegre, 1024, São Paulo. Transmissão pelo canal do YouTube abaixo.

assistente@coalizaobrasil.org

http://www.coalizaobr.com.br/home/

https://www.youtube.com/watch?v=NNBb5ND4JsM

 

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