ClimaInfo, 14 de novembro de 2018

ClimaInfo mudanças climáticas

O QUE A COP24 PRECISA ENTREGAR

Caroline Prolo escreveu um bom artigo relatando em que pé está o Acordo de Paris e, basicamente, o que precisa acontecer na Conferência do Clima deste dezembro para que sejam dados os passos necessários para manter vivo o Acordo. A principal tarefa a ser cumprida é a aprovação do “livro de regras” e esta aprovação precisa ser feita por meio do consenso dos quase 200 países participantes. Caroline diz que os dois pontos principais desse “livro” são (i) como fazer e reportar inventários de emissões de gases de efeito estufa que estejam baseados nas mesmas regras e metodologias para permitir que eles sejam somados e comparados; e (ii) como estão sendo implantadas as NDCs, novamente com relatados feitos a partir de uma base comum e comparável. Além disso, deve-se definir as regras para que todos os dados possam ser auditados, posto que o Acordo exige transparência e confiabilidade. O “livro” deve, ainda, definir as regras sobre como “os países desenvolvidos devem reportar como estão ajudando financeiramente os países vulneráveis que precisam de auxílio para concretizar ações de mitigação à mudança do clima.”

Se fosse só isso, já seria uma tarefa bastante complexa. Mas Caroline lembra que a COP também tem que decidir sobre a criação ou a retomada de um mercado de carbono nos moldes do Protocolo de Kyoto, e tem que decidir as regras para a revisão das NDCs que todos os países devem fazer até 2020. O perigo do não cumprimento destes desafios é a sinalização de que, no fundo, os países não estão empenhados em enfrentar o aquecimento global.

https://medium.com/@observatorioclima/o-que-falta-para-o-acordo-de-paris-funcionar-558402a63637

 

EM DEFESA DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E DA REALIZAÇÃO DA COP25 NO BRASIL

Ontem, saíram dois artigos importantes. Num deles, Luís Fernando Guedes Pinto, do Imaflora, explica a importância da existência de Ministério do Meio Ambiente. A questão ambiental natural transcende a agricultura, a indústria e as cidades. E cada um destes setores depende fundamentalmente de ambientes saudáveis. Assim, o Ministério do Meio Ambiente “é um elemento-chave para a estratégia e a política dos temas ambientais do Brasil. É central para a formulação, a aplicação e o monitoramento das políticas ambientais”.
No segundo artigo, André Ferreti, da Fundação Boticário, mostra a importância para o Brasil de hospedar a COP25 no próximo ano.  André diz que “será a oportunidade de o Brasil, de uma vez por todas, liderar as discussões globais de sustentabilidade e dar o recado para o país inteiro e para outras nações: podemos e seremos o maior produtor mundial de alimentos com o grande diferencial da sustentabilidade, promovendo uma agricultura de baixo carbono”. André reforça dizendo que não basta um simples sinal. O país anfitrião assume responsabilidades perante o mundo que envolvem organização, esforço e interesse por parte do governo. Assim, voltar atrás e retirar a candidatura exporá o país e, acima de tudo, o governo, ao escrutínio das nações.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/para-que-um-ministerio-do-meio-ambiente.shtml

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-brasil-tem-um-compromisso-com-o-mundo-9l26z66ljin2zex5ujn7nfx6s/ampgp/

 

LORENZONI RECEBE UMA AULA DE DIPLOMACIA DA NORUEGA

Irritado, o futuro secretário da casa civil, Onyx Lorenzoni, declarou que, em termos de proteção de florestas, a Noruega teria muito a aprender com o Brasil. Repetiu que ninguém preserva mais florestas do que o Brasil e que a Europa, depois de destruir suas florestas, quer dar lição de moral. Nils Martin Gunneng, o embaixador da Noruega no Brasil, deu uma aula de diplomacia na forma de tuítes: “A Noruega aprendeu muito a respeito de preservação ambiental com o Brasil. São 10 anos de parceria entre nossos países e os resultados (…) são impressionantes para o mundo. Temos orgulho por ter contribuído. Será um prazer receber o Senhor na nossa Embaixada para conversar sobre a floresta e outras áreas de cooperação”.

Falta muito chão para chegar no nível de grosseria de um Trump, mas reconhece-se que o pessoal se esforça.

https://twitter.com/nilsgunneng

https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2018/11/13/embaixador-noruegues-rebate-onix-resultados-sao-impressionantes.htm

https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/11/12/noruegueses-tem-que-aprender-com-os-brasileiros-diz-onyx-sobre-preservacao-florestal.ghtml

 

OS SONHOS DO SETOR FÓSSIL INTERNACIONAL COM O FUTURO GOVERNO BRASILEIRO

Uma analista da Oil Price, site especializado do mundo dos fósseis, disse que o Brasil pode ser tornar o grande astro do mundo do petróleo nos próximos anos, em matéria intitulada “Será que o setor do petróleo do Brasil pode desencadear um outro Milagre Econômico?”. A esperança da analista é que as promessas de uma economia ultraliberal somadas à dimensão da crise fiscal do governo abrirão as portas para as grandes petroleiras ocuparem um grande espaço na exploração do pré-sal. Ela lamenta que os governos anteriores usaram ou protegeram a Petrobras e acabaram afastando os grandes capitais internacionais.

Parece que a moça deu mais atenção às declarações e histórias sobre Paulo Guedes do que às do futuro presidente, que tem uma pegada bem mais nacionalista, principalmente quanto a recursos ditos estratégicos.

https://oilprice.com/Energy/Crude-Oil/Could-Brazils-Oil-Sector-Trigger-An-Economic-Miracle.html

 

SETOR ELÉTRICO PROPÕE DAR SOCIEDADE A INDÍGENAS EM EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS

Uma notícia para se acompanhar com muita atenção e prudência: após anos de tensão entre empreiteiras de hidrelétricas e populações nativas, surgiu uma proposta do setor para dirimir o problema. As empresas buscam aproveitar o importante potencial hidrelétrico existente nas terras indígenas homologadas. Para isso, propõem dar uma participação societária nos empreendimentos aos indígenas afetados pelas obras. Uma primeira ideia de mecanismo seria constituir um fundo a ser gerido pelos nativos com a ajuda da Funai.

Por um lado, vale reconhecer que a proposta leva em consideração a existência e os direitos das populações nativas. Por outro, a ideia pode romper o tecido social de sociedades diferenciadas e comunitárias, o que pode levar a conflitos entre diferentes grupos e gerações. Há que se ter cuidado.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/11/produtores-de-energia-querem-indigenas-como-socias-de-hidreletricas.shtml

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53080861/empreendedores-articulam-mecanismo-de-compensacao-para-indigenas-por-uhes

 

OS PREJUÍZOS DO BRASIL COM O CONTROLE DE EMISSÕES DA NAVEGAÇÃO

Acaba de ser divulgado um estudo sobre o impacto da precificação das emissões da navegação internacional sobre a competitividade brasileira nos mercados internacionais. O cerne da questão é que o país está geograficamente mal situado, mais distante dos países-clientes do que seus competidores. Isso vale para nossas principais exportações: minério de ferro, soja, açúcar e petróleo. Grande parte do minério vai para a China, que fica mais próxima à Austrália e à Índia, países que também exportam o material. O exemplo vale para também para outras commodities.

A pressão internacional para a redução das emissões da navegação vem aumentando, o que acaba se traduzindo num aumento do frete geral. Assim, os produtos brasileiros ficarão comparativamente mais caros.

https://www.valor.com.br/brasil/5981491/medidas-que-taxam-carbono-ameacam-competitividade-da-exportacao-do-pais

 

OS PLANOS DA ESPANHA PARA A NEUTRALIDADE EM CARBONO ATÉ 2050

A Espanha lançou seu plano climático 2050 com a ambiciosa meta de chegar a uma matriz elétrica 100% renovável e com um caminho traçado para uma economia carbono-neutra. Os primeiros passos concretos incluem parar de liberar novas licenças para a exploração de fósseis, proibir o fracking e retirar os subsídios a novos projetos fósseis. Como em outros países, as empresas listadas em bolsa e as financeiras serão obrigadas a reportar e tornar públicas suas emissões.

O Projeto de Lei que cria o plano será apresentado ao parlamento espanhol ainda neste ano. Vale destacar a transformação da política climática espanhola com a entrada do novo governo no começo de junho e a indicação de Teresa Ribera para o novo Ministério da Transição Ecológica. Teresa esteve por trás do acordo com os mineiros de carvão para o encerramento destas atividades, em troca de um investimento importante em treinamento em fontes limpas, requalificação e aposentadorias.

Christiana Figueres, ex-secretária geral da Convenção do Clima e grande responsável pelo Acordo de Paris, disse no Twitter que “como pioneira (early mover), a Espanha obterá ganhos econômicos e criará novos empregos no setor das renováveis”.

https://www.euractiv.com/section/energy/news/spain-targets-100-renewable-power-by-2050

http://www.climatechangenews.com/2018/11/12/can-teresa-ribera-transform-spain-green-champion

https://pbs.twimg.com/media/Dr5H3IlXQAAlDmt.jpg

 

IEA PREVÊ MAIS FÓSSEIS POR MAIS TEMPO

A Agência Internacional de Energia soltou seu principal relatório anual, o “World Energy Outlook”, com um panorama da energia no mundo. Como nas edições anteriores, a agência apresenta três cenários para o futuro: um seguindo a tendência atual, outro chamado “novas políticas” e um terceiro “sustentável”. A agência avisa que é bem grande a distância entre o cenário “sustentável” e o “novas políticas”. O destaque dado a este último no Sumário Executivo mostra um pouco onde está o coração da Agência. O site OilPrice, ligado à indústria fóssil, destaca três das previsões das “novas políticas”:

– a indústria petroquímica e os caminhões pesados puxarão a demanda de petróleo nos próximos 20 anos;

– o aumento da frota de carros no mundo em desenvolvimento faz a demanda de combustíveis subir, mas isso é mais que compensado pela redução da demanda nos países ricos; e

– neste cenário, a demanda por petróleo não bate no teto antes de 2040.

O diretor geral da Agência, Fatih Birol, disse ao Guardian que “não temos mais espaço para nada que emita CO2”, embora seus cenários estejam cheios de veículos fósseis, plantas de gás natural e até carvão. Aliás, no cenário de “novas políticas”, o consumo de carvão continua crescendo até 2040, para depois se estabilizar. Assim, as emissões disparam para muito além do orçamento de carbono preconizado pelo Relatório Especial 1,5oC do IPCC. Mesmo no cenário “sustentável”, as emissões fariam a temperatura ultrapassar os 2oC, deixando o ‘pepino’ da manutenção do mundo dentro desta meta para as tecnologias de remoção do CO2 da atmosfera.

https://www.iea.org/weo/

https://oilprice.com/Energy/Energy-General/Oil-Prices-Fall-To-One-Year-Lows.html

https://www.theguardian.com/business/2018/nov/13/world-has-no-capacity-to-absorb-new-fossil-fuel-plants-warns-iea

https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-11-13/coal-demand-bounced-back-in-2017-after-two-years-of-decline-iea

 

SOBE O NÚMERO DE MORTES NOS INCÊNDIOS NA CALIFÓRNIA

Os incêndios florestais que acontecem no norte da Califórnia causaram a morte de 42 pessoas, o que os torna os mais mortais e o mais destrutivos da história daquele estado. Cerca de 100 pessoas ainda estão desaparecidas. O incêndio que acontece no sul matou duas pessoas e destruiu as casas de astros do rock e de Hollywood.

Os últimos 6 meses têm sido dos mais quentes e secos do registro do estado. Nos últimos 2 meses, o tempo tem sido muito quente no norte e no sul, exatamente onde o fogo ainda não foi controlado.
O artigo da CNN traz uma foto de satélite que indica a área do incêndio ao sul, em Malibu, muito perto de Los Angeles.

https://www.theguardian.com/us-news/2018/nov/12/california-wildfire-latest-camp-woolsey-fires-refugees

https://www.valor.com.br/internacional/5981455/california-vem-tendo-mais-incendios-graves

http://www.wbur.org/hereandnow/2018/11/12/climate-change-california-wildfires

 

ENCHENTES MORTAIS NA ARÁBIA SAUDITA, KUWAIT E QATAR

A notícia é mais comum do que parece: a península árabe tem um curto período de chuva todo ano. O deste ano começou no meio de outubro e está sendo excepcionalmente forte. As enchentes já mataram 14 pessoas na Arábia Saudita e causaram prejuízos e confusão no Kuwait e no Qatar. A previsão é de ainda mais chuvas e quedas de energia.

https://www.garda.com/crisis24/news-alerts/171866/saudi-arabia-14-dead-nationwide-amid-heavy-rain-update-1

https://www.aljazeera.com/news/2018/11/kuwait-faces-flooding-rains-lash-middle-east-181106104141540.html

https://www.catnat.net/veille-catastrophes/veille-des-catastrophes-naturelles/veille-catastrophes-monde/218-inondations-monde/25345-pluies-diluviennes-et-inondations-au-koweit-et-au-qatar

 

LIMITAR O AQUECIMENTO EM 2oC PODE NÃO SALVAR O GELO DA GROENLÂNDIA E DA ANTÁRTICA

Mesmo se o mundo fizer o necessário para manter o aquecimento global abaixo dos 2oC acima dos níveis pré-industriais, as camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica continuariam a perder massa ao longo deste século a taxas parecidas com as vistas nos últimos dez anos. E ainda podem ocorrer respostas não lineares e não previstas nos modelos que levariam a perdas ainda maiores de gelo. Os modelos indicam que ambas as camadas têm pontos de virada um pouco acima dos 2oC, em escalas de milhares de anos. Na Antártica, pode ocorrer um colapso das maiores bacias de drenagem pelo enfraquecimento do gelo. Já na Groenlândia, haveria a perda irreversível de massa devido ao processo conhecido por surface mass balance–elevation feedback, no qual a perda de massa é acentuada pela perda de gelo nas regiões mais elevadas das geleiras.

https://www.nature.com/articles/s41558-018-0305-8

https://www.independent.co.uk/environment/new-iceberg-found-size-manhattan-nasa-antarctica-pine-island-glacier-a8627866.html

 

Para ir hoje

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E NAVEGAÇÃO

O Instituto Clima e Sociedade e a Embaixada da República Federal da Alemanha promovem o sexto evento da série Diálogos Futuro Sustentável para discutir estratégias e efeitos da redução das emissões de gases de efeito estufa pelo transporte marítimo. Serão discutidas as perspectivas do setor frente à mudança do clima dos pontos de vista nacional e internacional.

Hoje, 14 de novembro, das 12h30 às 18h00, no Centro de Convenções RB1, Av. Rio Branco 1, Rio de Janeiro.

Mais informações via e-mail para Juliana Luiz (juliana@gip.net.br) ou Marco Antonio Teixeira (marco@gip.net.br), ou pelo telefone (21) 2551-6092.
Inscrições no link.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeMUgybD2HrMzK6PiwJZY4E6lyr_KiRna7x-9Gegj5-rPQH_w/viewform

 

Para ir
LANÇAMENTO DO SEEG 6

O Observatório do Clima lançará os novos dados de emissão de gases de efeito estufa do Brasil. Os números se referem ao ano de 2017 e integram a sexta estimativa do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), com novidades sobre o cálculo de emissões por desmatamento.

Apresentações dos resultados da 6a edição do SEEG com Tasso Azevedo, Ana Alencar, Ciniro Costa Jr, David Tsai e Iris Coluna.

Painel especial com os ex-Ministros do Meio Ambiente José Goldemberg, José Sarney Fº e Marina Silva, além da presidente do Ibama, Suely Araújo.

Participações de Guarany Osório (FGV), Paulo Artaxo (USP), Aladim Cerqueira (Abema), Rogério Menezes (Anamma), Jorge Abraão (Cidades Sustentáveis) e André Ferreti (Boticário).

Dia 21 de novembro, das 13h30 às 18h, no Salão Nobre da FGV, Rua Itapeva, 432, 4º andar (Atenção para alteração de local).

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdkuueLx6RqJgdViyTn-zkElGokoxMnXtg_3kK9D1oRYsEAgQ/viewform?fbzx=6476310711502895000

 

Para ir

1a CONFERÊNCIA ANUAL CEBRI-BNDES

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundação Konrad Adenauer (KAS), convidam para a 1ª  Conferência Anual CEBRI-BNDES – Diálogos para o Amanhã, como parte da celebração dos 20 anos do CEBRI.

Dia 21 de novembro, das 9h às 18h, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Programa e inscrições nos links.

http://midias.cebri.org/arquivo/Programa%20Confer%C3%AAncia%20CEBRI-BNDES%2021.11.2018.pdf

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScRE6ccq1oCzWJeuPHA4vG-ZRSIWtjNuhXloys7rzwTbzZGgg/viewform

 

Para ir

ECONOMIA VERDE – UMA VISÃO DO BRASIL 2030

Evento sobre economia verde promovido pela Fiesp com a presença de Pavan Sukhdev, líder da Iniciativa de Economia Verde do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e presidente do Conselho Mundial da WWF.

Dia 23 de novembro, das 8h às 13h, no prédio da FIESP, Av. Paulista, 1313, 15º andar – Espaço Nobre – São Paulo, SP.

Mais informações e inscrições nos links.

http://emkt.fiesp.ind.br/emkt/tracer/?2,5144232,2b3ec512,427a,2

http://emkt.fiesp.ind.br/emkt/tracer/?2,5144232,2b3ec512,427a,3

 

Para enviar trabalhos e concorrer

PRÊMIO MAPBIOMAS

Para estimular e ampliar mais aplicações e trabalhos com análises de mudanças de uso da terra no território brasileiro, a iniciativa resolveu lançar o Prêmio MapBiomas, em parceria com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e o Instituto Escolhas, com apoio do Instituto Clima e Sociedade (ICS).

Nesta primeira premiação, o MapBiomas premiará trabalhos que explorem as relações entre a infraestrutura de energia e transporte e as mudanças de cobertura e uso da terra no Brasil.

Mais informações sobre a premiação e como participar em:

http://www.mapbiomas.org/premio

 

Para ir

COMO REALIZAR BONS NEGÓCIOS E AINDA AJUDAR A PRESERVAR NOSSO PLANETA?

A Dow Chemical e a TNC convidam para uma discussão sobre como as empresas podem se beneficiar da adoção de práticas sustentáveis, incorporando o valor da natureza nas suas operações. Com a presença de Neil Hawkins, da Dow, e Glenn Prickett, da TNC.
Dia 27 de novembro, a partir das 13h30, na Dow Brasil, Av. das Nações Unidas, 14.171 (Marginal Pinheiros), Diamond Tower, São Paulo, SP.
Mais detalhes e inscrições no link.
https://www.sympla.com.br/neil-hawkins–glenn-prickett__388048

 

Para ler no feriadão

THE END OF THE END OF THE EARTH: ESSAYS

Jonathan Franzen é figurinha carimbada nos círculos literários e sua passada pela FLIP foi tida como desastrosa por ele e por quem esteve por lá. Franzen é, também, um fanático por pássaros desde pequeno e daí tem uma pegada ambiental. Ele acaba de publicar uma coleção de ensaios, considerados pela crítica como sendo de alto risco, sobre um mundo no qual “a tecnologia inflamou ódios tribais e o planeta está a mercê de calamidades não naturais”. Franzen nos convida a maneiras mais humanas de ser no mundo.

https://www.amazon.com.br/End-Earth-Essays/dp/0374147930
https://www.theguardian.com/books/2018/nov/09/the-end-of-the-end-of-the-earth-by-jonathan-franzen-review-hope-in-an-age-of-crisis

 

Para ler no feriadão

OCEAN SHOCK – CHOQUE NO OCEANO

A Reuters publicou uma série especial sobre as mudanças na vida marinha, principalmente nos mares do norte com entrevistas feitas com pescadores de sardinhas, lagostas, camarões e outros. Um deles diz que “nós éramos o problema nos anos 70 e 80. Crescemos tanto que nos tornamos um problema e, se as leis não tivessem mudado, garanto que a gente teria pego até o último peixe. Mas você quer saber? Nós não somos mais o problema. A mudança do clima é o problema. É o clima, é a temperatura da água. Agora têm espécies do sul vindo para o norte e as espécies que estavam aqui, foram para o norte”.

As fotos e as montagens valem uma olhada.

https://www.reuters.com/investigates/section/ocean-shock

https://www.reuters.com/investigates/special-report/ocean-shock-lobster

https://www.reuters.com/investigates/special-report/ocean-shock-sardinella

https://www.reuters.com/investigates/special-report/ocean-shock-shrimp

https://www.reuters.com/investigates/special-report/ocean-shock-sardines

https://www.reuters.com/investigates/special-report/ocean-shock-norway

https://www.reuters.com/investigates/special-report/ocean-shock-food

 

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