Pegada de carbono dos comunicadores climáticos afeta apoio do público

crise climática

Muitas vezes são propostas soluções para a crise climática que colocam a mudança de estilo de vida individual em oposição à mudança sistêmica, enquanto muitos especialistas afirmam que uma síntese de ambas posturas são necessárias. Uma nova pesquisa dá peso à ideia de síntese, mostrando que é mais provável que o público apoie uma ação sistêmica se aqueles que a defendem tiverem uma baixa pegada de carbono.

“Nossa pesquisa mostrou que a pegada de carbono daqueles que comunicam a ciência não apenas afeta sua credibilidade, mas também afeta o apoio do público às políticas públicas defendidas por estes comunicadores”, disse em entrevista coletiva a professora Elke Weber, diretora adjunta de educação do Centro Andlinger de Energia e Meio Ambiente da Universidade de Princeton.

O estudo, intitulado Climate change communicators’ carbon footprints affect their audience’s policy support“, pode explicar porque Greta Thunberg teve mais sucesso do que outros em comunicar a crise climática e galvanizar a ação social. Greta tem insistido na mudança individual – e a modelou – enquanto defende a mudança sistêmica.

“As implicações desses resultados são severas”, escrevem os autores na revista Climatic Change. “A comunicação eficaz da ciência climática e a defesa tanto da mudança de comportamento individual quanto das intervenções de políticas públicas são grandemente ajudadas quando os defensores lideram o caminho, reduzindo sua própria pegada de carbono.”

 

ClimaInfo, 21 de novembro de 2019.

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