
Um novo levantamento do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon mostrou que a Amazônia registrou a menor área de floresta derrubada em fevereiro desde 2017. O desmatamento passou de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026 – uma diferença equivalente a 5 mil campos de futebol no mês, quase 180 por dia.
Fevereiro é o sétimo mês do “calendário de desmatamento” de 2026, que segue o regime de chuva da Amazônia de agosto de um ano a julho do ano seguinte, explica o Um Só Planeta. Desde o início do calendário atual, a derrubada foi 41% menor que no período anterior.
Entre os destaques de maior área desmatada de agosto de 2025 a fevereiro de 2026 estão os estados de Pará, Amazonas e Acre. O Pará, que está no topo do ranking, teve acumulado de 54% menor do que o período anterior, com 863 km² desmatados. Amazonas e Acre tiveram 200 km² e 190 km² desmatados, com redução de 32% na derrubada.
Segundo a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, o aumento no Acre pode ser explicado pelo avanço da fronteira agropecuária e pressão sobre Terras Públicas ainda florestadas na região oeste da Amazônia, conhecida como AMACRO (Acre, Amazonas e Rondônia).
Anteriormente, o 3º lugar era de Mato Grosso, mas a queda para a 4ª posição não foi pela redução do desmatamento, mas sim pela ampliação do desmatamento na AMACRO, detalha a CNN Brasil.
Roraima foi o único estado da Amazônia Legal a apresentar aumento tanto no desmatamento quanto da degradação – o dano causado pelas queimadas e pela exploração madeireira. “Isso pode ter ocorrido porque Roraima tem um regime de chuvas diferente. Embora o início do ano seja chuvoso no restante dos estados, em Roraima é seco, o que contribui para o avanço do desmatamento”, explica a pesquisadora do Imazon, Raissa Ferreira.
Em geral, a degradação também teve queda em fevereiro. Foram 13 km² de florestas degradadas, uma redução de 93% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Mato Grosso e Pará lideram esse ranking com grande diferença em relação aos demais estados, contam Pará Terra Boa e Gigante 163. Ambos correspondem a 85% de toda área afetada no período. Acre ficou na 3ª posição, com aumento de 50% na degradação. Em Roraima, o valor subiu de 50 km² para 55 km². Demais estados apresentaram redução nessa categoria.
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Em tempo 1: O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu uma investigação para apurar pagamentos de R$ 2,7 milhões por empresas e entidades do agronegócio e do setor madeireiro ao Ministério Público (MP) de Mato Grosso de 2024 a 2025. Segundo a denúncia, as doadoras disputam processos judiciais com o MP em pelo menos oito casos e seis inquéritos civis, o que configura conflito de interesse. Projetos chegaram a receber doações de empresas como Amaggi, do ex-governador Blairo Maggi, e da Bom Futuro, que pertenceu ao seu primo Eraí Maggi. A maior doadora foi a Aprosoja-MT (Associação de Produtores Rurais de Soja e Milho de Mato Grosso), que forneceu R$ 630 mil. A Folha detalha o caso.
Em tempo 2: Com a saída de Sonia Guajajara do Ministério dos Povos Indígenas, o presidente Lula confirmou a indicação do advogado sul-mato-grossense Eloy Terena como novo ministro. A mudança deve ser oficializada no Diário Oficial da União (DOU) nesta 3ª feira (31/3). Eloy é indígena da aldeia Ipegue e tem longa trajetória na defesa dos Direitos dos Povos Originários. Ele ocupa o cargo de secretário-executivo da pasta desde 2023, lembra o Campo Grande News. Sonia deixa a função para disputar a reeleição como deputada federal.



