
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou na 3ª feira (12/5) que vai aumentar em breve o preço da gasolina. Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, a petrolífera não alterou o valor que cobra pelo derivado em suas refinarias, apesar da escalada dos preços dos combustíveis fósseis em consequência do conflito.
Magda já havia dito que, para aumentar a gasolina, a Petrobras aguardava apenas a aprovação do projeto de lei proposto pelo governo para o uso da arrecadação extra do setor de petróleo para reduzir a tributação sobre combustíveis pelo Congresso Nacional. Agora, fez a ressalva de que vai tomar essa decisão levando em conta os preços do etanol, que têm caído por causa do avanço da safra de cana-de-açúcar. A ideia é que a gasolina não perca mercado para o álcool, caso a diferença de preços aumente, explica a CBN.
A executiva voltou a repetir que pretende tornar o Brasil autossuficiente em óleo diesel até 2030. Segundo Magda, o cenário geopolítico reforça a estratégia da companhia de ampliar o processamento de petróleo nas refinarias brasileiras e reduzir a dependência externa do derivado, informa a Exame. Assim, ao que parece, aproveitar o momento para acelerar a substituição do combustível fóssil no transporte de cargas e urbano, contribuindo para a transição energética, não está nos planos nem da empresa, nem do governo.
Pelo contrário: segundo a eixos, a Petrobras voltará a importar diesel a partir de junho. “Para abril e maio não se identificou a necessidade de importação. Em junho, quando começar a época da safra e o aumento da demanda é crescente, provavelmente teremos que importar”, explicou a diretora executiva de Logística, Comercialização e Mercados da empresa, Angélica Laureano.
Magda e Angélica participaram da conferência com analistas de mercado e da coletiva de imprensa sobre os resultados da Petrobras no 1º trimestre de 2026. A petrolífera teve lucro líquido de R$ R$ 32,7 bilhões de janeiro a março. O valor é 7,2% menor que o de igual período do ano passado, mas mais que o dobro dos R$ 15,6 bilhões do último trimestre de 2025, segundo o g1.
O resultado reflete apenas em parte os impactos da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo no mercado internacional. Segundo o balanço, o preço médio do petróleo passou de US$ 75,66 no 1º trimestre de 2025 para US$ 80,61 nos três primeiros meses de 2026, detalha o UOL. Por outro lado, a valorização do real reduziu os ganhos com vendas externas de óleo cru.
Independentemente da queda do lucro, os acionistas podem comemorar. Isso porque o conselho de administração da Petrobras aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração. A aprovação, com base no resultado do 1º trimestre, é uma antecipação da remuneração de 2026. Os proventos serão pagos em duas parcelas, em agosto e setembro, informou a empresa.
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Em tempo 1: Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, restam apenas mais 1.000 metros de perfuração até o navio-sonda NS-42 [ODN-II] atingir o reservatório do poço Morpho no bloco FZA-M-59, explorado pela petrolífera na Foz do Amazonas - o que deve acontecer até meados de junho, informa o Petronotícias. “Nosso objetivo de reservatório situa-se por volta de 6 mil metros de profundidade; atualmente, a perfuração encontra-se na marca dos 5 mil metros. Atravessamos recentemente uma zona de pressão anormal, um trecho que exige cautela extrema e monitoramento rigoroso”, disse a executiva.
Em tempo 2: Se o lucro líquido da Petrobras caiu de janeiro a março, a saudita Saudi Aramco, mesmo no olho do furacão da guerra no Oriente Médio, está rindo de uma orelha à outra. Segundo o Guardian, a petrolífera registrou um aumento de 26% nos lucros do primeiro trimestre graças ao seu oleoduto leste-oeste, que permitiu o transporte de milhões de barris de petróleo para fora do Golfo, apesar do conflito. Os lucros da Saudi Aramco atingiram US$ 33,6 bilhões (R$ 175 bilhões) nos primeiros três meses do ano, enquanto a receita aumentou quase 7% em comparação com o ano anterior, chegando a US$ 115,5 bilhões. Enquanto isso, boa parte da população do mundo sofre com a falta de combustíveis - ou com seus preços altíssimos por causa da guerra.



