
A capacidade instalada de geração de energia a carvão cresceu em 2025. No entanto – e felizmente -, a produção de eletricidade com esse combustível fóssil caiu no ano passado, à medida que os países recorrem cada vez mais a fontes renováveis para atender à nova demanda por energia elétrica.
É o que mostra o relatório “Boom and Bust Coal 2026”, do Global Energy Monitor (GEM), lançado na 5ª feira (21/5). Segundo o documento, o mundo construiu 3,5% mais usinas a carvão no ano passado, mas consumiu 0,6% menos eletricidade a carvão, informa a Bloomberg. A divergência foi mais acentuada na China e na Índia, onde instalações recordes de energia eólica e solar substituíram o carvão para atender a quase toda a nova demanda.
China e Índia também lideraram a expansão da geração à base do combustível fóssil – 95% da nova capacidade instalada de carvão se concentrou nos dois países. A capacidade chinesa cresceu 6% em 2025, mas a geração de eletricidade a carvão caiu 1,2%. Na Índia, a capacidade cresceu quase 4%, e a geração caiu quase 3%, detalha a Folha.
Globalmente, foram adicionados 97 gigawatts (GW) de novas usinas a carvão em 2025, de acordo com o relatório da GEM. Foi o maior crescimento da capacidade de geração de energia em 10 anos, destaca o Carbon Brief. O ano passado só ficou atrás de 2015, quando 107 GW começaram a operar.
Já do lado dos países que abandonaram os planos para novas usinas a carvão em 2025 estão Coreia do Sul, Brasil e Honduras. Com as decisões destes dois últimos, a América Latina está agora livre de quaisquer novas propostas de geração de energia a carvão, destaca o GEM.
O Brasil, porém, vive uma contradição, destaca o Terra. Eliminou oficialmente os projetos de novas termelétricas a carvão, mas o governo ampliou contratos, subsídios e garantias para manter usinas já existentes operando até 2040, aponta o documento.



