Onda de calor na Índia mata mais de 100 pessoas em três dias

O departamento meteorológico do país alertou que os estados do norte, incluindo Delhi, Punjab e Haryana, continuarão a sofrer com calor intenso.
27 de maio de 2026
onda de calor Índia
Dibakar Roy/Unsplash
Resumo
  • Onda de calor letal: temperaturas extremas atingiram estados do sul e do norte da Índia, com registros de até 48°C e mais de cem mortes em apenas três dias, antes mesmo do início oficial do verão.
  • Autoridades ampliam medidas de emergência: autoridades anteciparam férias escolares, emitiram alertas para que a população evite exposição ao sol e reforçaram ações de saúde e abastecimento de água diante do agravamento do calor.
  • Calor extremo tende a piorar: o governo indiano alerta que novas ondas de calor intensas devem atingir regiões como Delhi, Punjab e Haryana, enquanto especialistas apontam o aumento das temperaturas noturnas como fator de agravamento dos riscos à saúde.
  • Mais de 100 pessoas morreram em decorrência da intensa onda de calor que atingiu os estados de Andhra Pradesh e Telangana, no sul da Índia, nos últimos três dias. Mais de 40 mortes foram relatadas no sábado nos dois estados, sendo 23 delas em Warangal, em Telangana, informa o Khaleej Times.

    O calor escaldante continuou a castigar os dois estados no início desta semana. Por isso, as autoridades meteorológicas da Índia alertaram as pessoas a permanecerem em ambientes fechados e a evitarem a exposição direta ao sol.

    Devido ao calor extremo, as férias escolares de verão foram antecipadas, mesmo faltando pouco menos de um mês para o início da estação. Segundo a BBC, as temperaturas chegaram a impressionantes 48°C em Uttar Pradesh, no norte da Índia, na semana passada. Em muitas cidades do país, as temperaturas têm variado entre 32°C e 45°C desde abril.

    Os moradores de Nova Delhi, capital da Índia, também foram aconselhados a permanecer em suas casas, e o governo vem atualizando seu plano de ação contra o calor para tentar manter as pessoas em segurança. Antes do fechamento das escolas, o departamento de educação de Delhi emitiu diretrizes para ajudá-las a lidar com as condições climáticas extremas.

    Na 4ª feira (27/5), o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pediu a todos os ministros do gabinete da União que garantam que suas respectivas pastas e departamentos adotem as medidas necessárias para mitigar o impacto da onda de calor que assola o país, informa o Business Standard. Em especial, os departamentos de saúde e de recursos hídricos.

    Modi também instou as pessoas a tomarem a máxima precaução, visto que o país continua a registar temperaturas elevadas. Em uma série de postagens no X, o primeiro-ministro indiano lembrou que crianças, idosos e pessoas que trabalham ao ar livre são especialmente vulneráveis ao calor extremo. E alertou para que as pessoas não ignorem os sinais de exaustão pelo calor, já que a situação pode se tornar rapidamente perigosa e até mesmo levar à insolação.

    E não haverá refresco nos próximos dias. O Departamento Meteorológico da Índia alertou que muitos estados do norte, incluindo Delhi, Punjab e Haryana, ainda enfrentarão ondas de calor intensas.

    Os verões na Índia sempre foram brutais, destaca o Independent. Mas, além da estação ainda não ter chegado oficialmente, especialistas dizem que os impactos na saúde estão piorando porque as temperaturas noturnas estão atingindo novos recordes.

    ETV Bharat, New Indian Express, Mint, Economic Times, WION e Outlook Business também noticiaram a onda de calor letal que atinge a Índia.

    • Em tempo: A onda de calor recorde que assola a Europa Ocidental é um lembrete “brutal” do custo das mudanças climáticas, alertou o secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell. A França registrou diversas mortes relacionadas ao calor, e o Reino Unido teve o dia mais quente de maio em sua história, enquanto a parte ocidental do continente sofre com um sistema persistente de alta pressão que aprisiona o ar quente em sua parte inferior, informa o E&E News. “Esta onda de calor na Europa é um lembrete brutal dos impactos crescentes da crise climática, tanto humanos quanto econômicos”, disse Stiell em um comunicado divulgado na 4ª feira (27/5). “O principal culpado é o vício mundial em queimar carvão, petróleo e gás, e destruir florestas”, completou.

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