
O governo federal apresentou na 2ª feira (25/5) os resultados do quarto leilão do Programa Eco Invest Brasil, que teve foco exclusivo na Amazônia Legal. De quebra, anunciou os parâmetros do próximo certame – o último sob o atual mandato -, que destinará recursos para fertilizantes verdes e combustíveis sustentáveis, entre outros segmentos considerados estratégicos.
A quarta edição do Eco Invest captou R$ 13,2 bilhões para bioindústria, sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura regional, com participação expressiva do mercado financeiro, incluindo investidores estrangeiros, segundo a Exame. O leilão foi construído a partir do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), lançado em abril, após dois anos de trabalho envolvendo 16 ministérios.
Do total captado, quase R$ 8 bilhões foram direcionados para infraestrutura habilitante. A sociobioeconomia – voltada para povos e comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares – recebeu mais de R$ 2 bilhões, superando os 10% mínimos estabelecidos no edital. O restante da carteira foi distribuído entre bioindústria, com foco em agregação de valor sobre recursos biológicos, e turismo sustentável.
Para a próxima edição, a expectativa do governo federal é levantar R$ 50 bilhões, com foco no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis de ponta em setores considerados estratégicos, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. O certame continuará a utilizar recursos públicos do Fundo Clima para alavancar investimentos privados, explicam Reuters e Forbes Brasil.
O edital prevê R$ 9 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para, em parceria com o setor privado, criar fundos de financiamento em áreas que vão de inteligência artificial a minerais críticos, passando por produtos cuja importância cresce com a crise no mercado de petróleo devido à guerra no Oriente Médio, como biocombustíveis e biofertilizantes, destaca o Valor.
Assim, o governo elegeu seis áreas para onde os recursos mobilizados deverão ser direcionados: fertilizantes verdes; sistemas de baterias e beneficiamento de minerais críticos; combustíveis sustentáveis; automação e inteligência artificial em processos produtivos; química verde; e circularidade de resíduos minerais e industriais.
Com o quinto leilão, o Eco Invest Brasil poderá chegar a quase R$ 200 bilhões mobilizados, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. “Até o quarto leilão foram mobilizados R$ 140 bilhões. Fazendo R$ 50 bilhões, R$ 55 bilhões no quinto leilão, nos aproximamos de R$ 200 bilhões. Isso é mais ou menos todo o volume de despesa discricionária do orçamento público brasileiro. É um volume bem expressivo, próximo de 1,5%, 2,5% do PIB, o que muda a realidade do país”, afirmou no Valor.
Capital Reset, Valor e Agência Brasil também noticiaram as novidades do Eco Invest Brasil.



