ONU alerta que mundo pode ter mais um ano de calor recorde até 2030

Emissões de dióxido de carbono continuam a aumentar, retendo mais calor na atmosfera e provocando eventos climáticos extremos.
29 de maio de 2026
calor recorde 2030
Bruno Peres/Agência Brasil
Resumo
  • Novo recorde de calor até 2030: A OMM e o Met Office alertam que um ano mais quente do que 2024 é praticamente inevitável até o fim da década, com 75% de chance do aumento da temperatura superar 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
  • Uma vida perdida por minuto: O aquecimento global já está ceifando uma vida a cada minuto, segundo estimativas.
  • Sistemas climáticos em desequilíbrio: O cenário projeta chuvas mais intensas no norte da Europa e no Sahel, e seca crescente na Amazônia — reforçando o alerta de que abandonar os combustíveis fósseis é a única saída para proteger vidas e economias.
  • À medida que a crise climática se intensifica, um ano de calor maior que o recorde registrado em 2024 é quase certo até 2030. É o que conclui um relatório divulgado na 5ª feira (28/5) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU, e pelo Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido.

    As novas previsões sugerem que as temperaturas médias anuais fiquem entre 1,3°C e 1,9°C acima do período pré-industrial. Há 75% de probabilidade de que o aumento da temperatura fique acima de 1,5°C no período.

    As emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis continuam a aumentar, retendo mais calor na atmosfera e provocando eventos climáticos extremos – como visto recentemente na onda de calor na Europa e Índia. Estima-se que o aquecimento global esteja ceifando uma vida a cada minuto, destaca o Guardian.

    O relatório também prevê o aquecimento dos invernos no Ártico, com 2,8°C acima da média – a região está aquecendo mais de três vezes mais rápido do que a média global. O cenário gera desequilíbrio nos sistemas climáticos. Também espera-se chuvas mais intensas no norte da Europa, no Sahel, no Alasca e na Sibéria, e redução de precipitação na Amazônia, relata a Reuters.

    “Proteger vidas humanas, empresas e economias do calor extremo e dos muitos outros custos exorbitantes das mudanças climáticas é fundamental para todas as nações, e isso começa com o abandono da dependência de combustíveis fósseis muito mais rápido”, novamente alertou Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima (UNFCCC).

    Ele também lembrou que a energia renovável agora é mais barata e mais rápida de produzir do que os combustíveis fósseis. Além de garantirem segurança energética, ao contrário de petróleo, gás fóssil e carvão, como o conflito no Oriente Médio escancarou.

    Com a previsão de um El Niño para os próximos meses, aumenta a chance das temperaturas já baterem recordes em 2027, lembram Independent, France24 e EcoDebate.InfoMoney, Valor, g1, SBT News, O Globo, ICL Notícias, Estadão, E&E News e ABC News também repercutiram as previsões da ONU de recorde de temperaturas nos próximos anos.

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