Com avanço das renováveis, gás fóssil perde mais espaço na geração global de eletricidade

Em 2025, a geração de energia solar teve crescimento 17 vezes maior do que a geração a gás; instabilidade de guerras impulsiona mudança.
9 de junho de 2026
expansão renováveis insuficiente triplicar capacidade 2030
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Resumo
  • A geração solar cresce 17 vezes mais do que a do gás em 2025: A geração solar cresceu 636 TWh no ano passado, contra apenas 28 TWh do gás fóssil. É o 5º ano consecutivo de queda na participação do gás na matriz elétrica global, que recuou de 23,9% em 2020 para 21,8% em 2025.
  • Guerras aceleram transição energética: A invasão da Ucrânia em 2022 e a guerra no Oriente Médio em 2026 impulsionam Europa e Ásia a adotarem renováveis mais rapidamente. As renováveis já respondem por 68% do crescimento da demanda global de eletricidade nos últimos cinco anos.
  • EUA de Trump nadam contra a maré: Os EUA aumentaram a geração a gás em 2025. Quatro membros do G7 - Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão - já ultrapassaram o pico de consumo de combustível.
  • A participação do gás fóssil na matriz energética global caiu pelo 5º ano consecutivo em 2025, mostra uma nova análise do think tank especializado em energia Ember. A mudança vem acompanhada do crescimento das energias renováveis, o que sinaliza uma nova tendência estrutural no setor.

    O gás fóssil representou 23,9% da geração global de eletricidade em 2020. Em 2025, esse peso caiu para 21,8%. A geração de energia a gás, no entanto, continua a crescer em termos absolutos, mas em ritmo menor.

    Já com a geração solar e eólica, o fenômeno é o oposto. Em 2025, enquanto a geração global de gás aumentou em apenas 28 terawatt-hora (TWh), a solar cresceu em 636 TWh – valor 17 vezes maior, informa o Down to Earth.

    Segundo a Ember, a energia renovável atendeu a cerca de 68% do crescimento da demanda global de eletricidade nos últimos cinco anos. Choques geopolíticos, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, aceleraram essa transição.

    A substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis deve ganhar ainda mais tração com a guerra no Oriente Médio em 2026. Graças à interrupção no fornecimento de petróleo e gás e ao aumento acentuado dos preços, Europa e Ásia correm para implementar as renováveis de forma mais rápida em seus territórios.

    O Brasil também registrou declínio, com a participação do gás ficando em 7,3% em 2025. Já a China manteve o gás em cerca de 3% da sua matriz energética, apesar do rápido crescimento da demanda interna.

    A participação do combustível fóssil na matriz elétrica do G7 caiu de 34,3% em 2024 para 32,9% em 2025. A exceção no grupo, sem nenhuma surpresa, são os Estados Unidos de Donald Trump, onde houve aumento na geração a gás.

    O relatório ainda lembra que 61 das 124 economias mundiais que geram eletricidade a partir do gás fóssil já ultrapassaram o pico de geração com esse combustível, informam Electrek e Daily Sun. Isso inclui quatro países do G7: Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão.

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