
A participação do gás fóssil na matriz energética global caiu pelo 5º ano consecutivo em 2025, mostra uma nova análise do think tank especializado em energia Ember. A mudança vem acompanhada do crescimento das energias renováveis, o que sinaliza uma nova tendência estrutural no setor.
O gás fóssil representou 23,9% da geração global de eletricidade em 2020. Em 2025, esse peso caiu para 21,8%. A geração de energia a gás, no entanto, continua a crescer em termos absolutos, mas em ritmo menor.
Já com a geração solar e eólica, o fenômeno é o oposto. Em 2025, enquanto a geração global de gás aumentou em apenas 28 terawatt-hora (TWh), a solar cresceu em 636 TWh – valor 17 vezes maior, informa o Down to Earth.
Segundo a Ember, a energia renovável atendeu a cerca de 68% do crescimento da demanda global de eletricidade nos últimos cinco anos. Choques geopolíticos, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, aceleraram essa transição.
A substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis deve ganhar ainda mais tração com a guerra no Oriente Médio em 2026. Graças à interrupção no fornecimento de petróleo e gás e ao aumento acentuado dos preços, Europa e Ásia correm para implementar as renováveis de forma mais rápida em seus territórios.
O Brasil também registrou declínio, com a participação do gás ficando em 7,3% em 2025. Já a China manteve o gás em cerca de 3% da sua matriz energética, apesar do rápido crescimento da demanda interna.
A participação do combustível fóssil na matriz elétrica do G7 caiu de 34,3% em 2024 para 32,9% em 2025. A exceção no grupo, sem nenhuma surpresa, são os Estados Unidos de Donald Trump, onde houve aumento na geração a gás.
O relatório ainda lembra que 61 das 124 economias mundiais que geram eletricidade a partir do gás fóssil já ultrapassaram o pico de geração com esse combustível, informam Electrek e Daily Sun. Isso inclui quatro países do G7: Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão.



