
Nas reuniões correntes da Convenção do Clima da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) em Bonn (SB64), Murat Kurum, ministro do Meio Ambiente da Turquia – país que copresidirá a COP31 com a Austrália -, anunciou apoio à meta de eletrificação de 35% da demanda global de energia até 2035. Esse percentual está, atualmente, em 20%.
O anúncio ocorre em meio aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados energéticos globais. A escassez de oferta provocou a disparada dos preços de petróleo, gás fóssil e derivados, afetando severamente as economias de países importadores de combustíveis fósseis, lembra o RFi.
Segundo Kurum, a meta de eletrificação busca proteger famílias e empresas da volatilidade dos mercados energéticos: “Trabalharemos em estreita colaboração com todos os países, especialmente as economias em desenvolvimento, para facilitar o acesso à assistência técnica, ao fortalecimento de capacidades e ao apoio financeiro em linha com esse objetivo.” A meta terá caráter voluntário, sem a exigência de apoio formal dos cerca de 200 países esperados na COP31, informam Valor e Reuters.
A proposta também aborda o compromisso paralelo de descarbonização do setor elétrico em cada nação. Afinal, em países como China e Índia a expansão da eletrificação acontece ao mesmo tempo que o aumento do uso do carvão e de outros combustíveis fósseis, explica o ESG News.
“A boa notícia é que a resposta para a crise no curto prazo e a crise no longo prazo é a mesma: distanciar-se da dependência de uma fonte de energia que só vai se tornar menos confiável”, disse o ministro de Clima e Energia da Austrália, Chris Bowen, copresidente da COP31.
Além de um choque do petróleo histórico, Bowen lida com uma coalizão revitalizada de países que exigem uma eliminação mais rápida dos combustíveis fósseis, o principal motor do aquecimento global, destaca o UOL. Nos próximos meses, ele deverá estabelecer as bases para um consenso entre quase 200 países, mesmo enquanto a guerra no Irã sacode os mercados de energia, as nações se apressam em assegurar suprimentos de combustível e as mudanças climáticas perdem prioridade na agenda.
Politico, Times Brasil, Financial Review também repercutiram as propostas de Turquia e Austrália para a COP31.



