COP31: Turquia propõe meta de eletrificação e Austrália reforça abandono dos combustíveis fósseis

Países na copresidência da Cúpula defendem transição energética como forma de proteção de países e empresas contra volatilidade dos mercados.
9 de junho de 2026
cop3 eletrificação combustíveis fósseis
Mark Buckawicki/ WikimediaCommons
Resumo
  • Eletrificação de 35% da demanda global até 2035: Na SB64, em Bonn, a Turquia propôs uma meta voluntária para quase dobrar a participação da eletricidade na matriz energética mundial, como forma de proteger famílias e economias da volatilidade dos combustíveis fósseis.
  • Crise no Oriente Médio reforça argumento pela transição: Para Turquia e Austrália, copresidentes da COP31, a resposta ao choque do petróleo e à crise climática é a mesma: reduzir a dependência de fósseis.
  • O desafio é construir consenso entre quase 200 países: a meta de eletrificação não exige adesão formal, mas será preciso conciliar posições divergentes em um cenário em que a guerra no Irã distrai as agendas e pressiona os suprimentos energéticos.
  • Nas reuniões correntes da Convenção do Clima da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) em Bonn (SB64), Murat Kurum, ministro do Meio Ambiente da Turquia – país que copresidirá a COP31 com a Austrália -, anunciou apoio à meta de eletrificação de 35% da demanda global de energia até 2035. Esse percentual está, atualmente, em 20%.

    O anúncio ocorre em meio aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados energéticos globais. A escassez de oferta provocou a disparada dos preços de petróleo, gás fóssil e derivados, afetando severamente as economias de países importadores de combustíveis fósseis, lembra o RFi.

    Segundo Kurum, a meta de eletrificação busca proteger famílias e empresas da volatilidade dos mercados energéticos: “Trabalharemos em estreita colaboração com todos os países, especialmente as economias em desenvolvimento, para facilitar o acesso à assistência técnica, ao fortalecimento de capacidades e ao apoio financeiro em linha com esse objetivo.” A meta terá caráter voluntário, sem a exigência de apoio formal dos cerca de 200 países esperados na COP31, informam Valor e Reuters.

    A proposta também aborda o compromisso paralelo de descarbonização do setor elétrico em cada nação. Afinal, em países como China e Índia a expansão da eletrificação acontece ao mesmo tempo que o aumento do uso do carvão e de outros combustíveis fósseis, explica o ESG News.

    “A boa notícia é que a resposta para a crise no curto prazo e a crise no longo prazo é a mesma: distanciar-se da dependência de uma fonte de energia que só vai se tornar menos confiável”, disse o ministro de Clima e Energia da Austrália, Chris Bowen, copresidente da COP31.

    Além de um choque do petróleo histórico, Bowen lida com uma coalizão revitalizada de países que exigem uma eliminação mais rápida dos combustíveis fósseis, o principal motor do aquecimento global, destaca o UOL. Nos próximos meses, ele deverá estabelecer as bases para um consenso entre quase 200 países, mesmo enquanto a guerra no Irã sacode os mercados de energia, as nações se apressam em assegurar suprimentos de combustível e as mudanças climáticas perdem prioridade na agenda.

    Politico, Times Brasil, Financial Review também repercutiram as propostas de Turquia e Austrália para a COP31.

    Continue lendo

    Assine Nossa Newsletter

    Fique por dentro dos muitos assuntos relacionados às mudanças climáticas

    Em foco

    Aprenda mais sobre

    Justiça climática

    Nesta sessão, você saberá mais sobre racismo ambiental, justiça climática e as correlações entre gênero e clima. Compreenderá também como esses temas são transversais a tudo o que é relacionado às mudanças climáticas.
    2 Aulas — 1h Total
    Iniciar