
Um novo boletim lançado na 4ª feira (10/6) pelo serviço Copernicus, da União Europeia, apontou que o mês passado foi o segundo maio mais quente da história recente, tanto em terra quanto no mar. Isso mesmo sem a incidência do El Niño, que costuma elevar as temperaturas médias e é esperado para as próximas semanas.
Segundo o documento, maio de 2026 alcançou a temperatura média de 15,81°C – 0,55°C acima da média registrada para o mês em relação ao período de referência 1991-2020. O número só fica atrás de igual mês de 2024, o ano mais quente já registrado, quando a temperatura chegou a 15,91°C. Anteriormente, a 2ª posição era de maio de 2025 (15,79°C), que, por sua vez, havia superado o de 2023 (14,94°C), conta a Folha.
O recorde de 2024 coincide com a última vez que tivemos o El Niño, lembra O Tempo. Por isso o Copernicus chama a atenção para os valores de 2026, influenciados pela crise climática, provocada sobretudo pela queima de combustíveis fósseis.
No mês passado, a Europa Ocidental vivenciou uma das ondas de calor mais severas já registradas no ano, informam Reuters e Sustainability Online. Maio foi marcado no continente por uma rápida transição de condições muito mais frias que a média para um domo de calor que atingiu toda a região.
O clima extremo provocou recordes de calor no Reino Unido, França, Irlanda e Portugal; gerou condições mais secas na Itália e Espanha e mais úmidas no nordeste europeu, na Escandinávia, bem como na Turquia, na região do mar Negro. Também foram registradas inundações fatais na China, destacam DW e Straits Times.
“As condições do El Niño irão intensificar ainda mais o aquecimento global. O mundo deve tratá-lo como o alerta climático urgente que é”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Segundo a análise mais recente da Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA), a chance de ocorrência do fenômeno a partir de julho é de 82%.



