
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece odiar a população de seu país. Afinal, na 4ª feira (10/6), o “agente laranja” disse que “ama a inflação”, após novos dados mostrarem que os preços nos EUA subiram no mês passado no ritmo mais rápido em três anos no país, segundo o g1. O “amor” trumpista que nega os estadunidenses, mas se apega ao aumento de preços, também inclui especuladores – incluindo os do mercado de combustíveis fósseis.
Desde o início da semana, EUA e Irã voltaram a trocar ataques. Na manhã de ontem (11/6), o “agente laranja” anunciou que seu país atacaria o território iraniano “com muita força” e que “tomariam a Ilha de Kharg” – que processa 90% do petróleo bruto exportado pelo Irã – e outros “pontos de infraestrutura petrolífera iraniana em um futuro não muito distante”. Ele comparou seus planos para o país à ofensiva militar que os EUA realizaram no início deste ano contra a Venezuela. Com isso, os preços do petróleo começaram a subir.
Cerca de cinco horas depois, porém, Trump voltou atrás. Além de cancelar o ataque, sinalizou que um possível avanço nas negociações de cessar-fogo havia sido alcançado, de acordo com a Al Jazeera. Tudo isso, claro, anunciado em sua rede social própria. Mas o suficiente para fazer a cotação do petróleo cair.
Nas últimas semanas, o “agente laranja” afirmou diversas vezes que as partes em conflito estiveram prestes a chegar a um acordo, mas nada se concretizou, informa a AP. Não houve comentários imediatos de autoridades ou mediadores iranianos sobre as últimas declarações de Trump a respeito do progresso nas negociações.
As idas e vindas do presidente estadunidense em relação ao conflito no Oriente Médio não são novidade. Assim como os efeitos de seus comentários sobre o mercado de combustíveis fósseis desde que se iniciaram os ataques de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. Diversos países do mundo, sobretudo os mais pobres, sofrem cada vez mais com a gangorra especulativa estimulada pelo “agente laranja” – o homem que “ama a inflação”.
Assim, após começar o dia em alta, o petróleo Brent (referência internacional) com entrega para agosto recuou 2,92% e foi cotado a US$ 90,38 por barril no fim da sessão de ontem. O mesmo ocorreu com o WTI (referência estadunidense) com vencimento em julho, que caiu 2,58%, cotado a US$ 87,71 por barril, informa o Valor.



