
A Amazônia e o Cerrado registraram níveis de desmatamento próximos à mínima histórica em maio, mostra o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (DETER), do INPE. Na Amazônia, foram 370 km² desmatados, ante 960 km² em igual mês de 2025 – retração de 61,4%, a maior já registrada no bioma. Já no Cerrado, o desmate ficou em 776 km², queda de 12,2% ante maio do ano passado.
A tendência dos meses anteriores tem sido de valores de desmatamento consideravelmente mais baixos do que os de anos recentes, em especial durante o governo de Jair Bolsonaro. O discurso antifiscalização e antiambiental de Bolsonaro fez a destruição dos biomas atingir números altíssimos, lembra a Folha.
Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o resultado é um marco. Com o início da estação seca na Amazônia em maio, historicamente o mês é associado ao aumento dos índices de desmatamento no bioma, relatam Um só Planeta, AC24horas e Brasil 247. Capobianco destacou que a atuação integrada de órgãos ambientais e o acompanhamento permanente de áreas monitoradas contribuíram para a redução do desmatamento.
O governo Lula busca agora apresentar estes dados ao governo dos EUA. Recentemente, a administração Trump citou as taxas de desmatamento como uma das justificativas para propor uma tarifa adicional de 25% sobre as exportações brasileiras – embora se saiba que a nova ameaça de tarifaço tem nome e sobrenome: Flávio Bolsonaro.
As informações produzidas pelo DETER são utilizadas para orientar operações de fiscalização do IBAMA e do ICMBio, informa o Correio Braziliense. O sistema é utilizado para emissão de alertas em tempo real, explica o R7.
A expectativa agora está no lançamento do PRODES, também do INPE, que fechará seus dados em 31 de julho. O PRODES é responsável pelo cálculo oficial da taxa anual de desmatamento, observada entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.
Tribuna da Bahia, BNC Amazonas e AM Post também noticiaram a queda histórica do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.



