Desmatamento na Amazônia e no Cerrado fica próximo da mínima histórica em maio

Resultado é visto como marco pelo Ministério do Meio Ambiente, pois em maio se inicia a estação seca na região, que eleva índices de desmate.
14 de junho de 2026
Cerrado Berço das Águas
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Resumo
  • A Amazônia registra maior queda de desmatamento da história em maio: Com 370 km² desmatados, ante 960 km² em maio de 2025, a retração de 61,4% é a maior já registrada no bioma. No Cerrado, queda foi de 12,2%. O resultado é ainda mais significativo por ocorrer no início da estação seca, historicamente associada ao aumento do desmate.
  • O contraste com era Bolsonaro evidencia impacto da política ambiental: A tendência de queda em 2026 consolida uma reversão dos números altíssimos atingidos durante o governo Bolsonaro, quando o discurso antifiscalização impulsionou a destruição dos biomas.
  • Os dados chegam em momento estratégico diante das ameaças tarifárias de Trump: O governo Lula pretende usar os números do Inpe para rebater a justificativa estadunidense para impor tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras - ameaça que, segundo a avaliação política, tem motivação eleitoral ligada ao clã Bolsonaro.
  • A Amazônia e o Cerrado registraram níveis de desmatamento próximos à mínima histórica em maio, mostra o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (DETER), do INPE. Na Amazônia, foram 370 km² desmatados, ante 960 km² em igual mês de 2025 – retração de 61,4%, a maior já registrada no bioma. Já no Cerrado, o desmate ficou em 776 km², queda de 12,2% ante maio do ano passado.

    A tendência dos meses anteriores tem sido de valores de desmatamento consideravelmente mais baixos do que os de anos recentes, em especial durante o governo de Jair Bolsonaro. O discurso antifiscalização e antiambiental de Bolsonaro fez a destruição dos biomas atingir números altíssimos, lembra a Folha.

    Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o resultado é um marco. Com o início da estação seca na Amazônia em maio, historicamente o mês é associado ao aumento dos índices de desmatamento no bioma, relatam Um só Planeta, AC24horas e Brasil 247. Capobianco destacou que a atuação integrada de órgãos ambientais e o acompanhamento permanente de áreas monitoradas contribuíram para a redução do desmatamento.

    O governo Lula busca agora apresentar estes dados ao governo dos EUA. Recentemente, a administração Trump citou as taxas de desmatamento como uma das justificativas para propor uma tarifa adicional de 25% sobre as exportações brasileiras – embora se saiba que a nova ameaça de tarifaço tem nome e sobrenome: Flávio Bolsonaro.

    As informações produzidas pelo DETER são utilizadas para orientar operações de fiscalização do IBAMA e do ICMBio, informa o Correio Braziliense. O sistema é utilizado para emissão de alertas em tempo real, explica o R7.

    A expectativa agora está no lançamento do PRODES, também do INPE, que fechará seus dados em 31 de julho. O PRODES é responsável pelo cálculo oficial da taxa anual de desmatamento, observada entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.

    Tribuna da Bahia, BNC Amazonas e AM Post também noticiaram a queda histórica do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

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