
Pesquisa identificou cerca de 165 mil km², uma área quase equivalente à do Uruguai, de recifes de coral capazes de sobreviver e se recuperar dos efeitos das mudanças climáticas. Divulgado na 3ª feira (16/6), o estudo analisou 45 mil observações de campo de corais, combinados com décadas de dados climáticos e oceânicos, e encontrou recifes mais resilientes em 71 países e 100 territórios incluindo partes do Caribe e dos oceanos Pacífico e Atlântico que não haviam sido reconhecidos anteriormente.
Os recifes de coral abrigam 25% da biodiversidade marinha. Além disso, desempenham papel fundamental na proteção de áreas costeiras contra erosão e tempestades, além de sustentar atividades econômicas como pesca e turismo. No entanto, têm sofrido forte estresse pelo aumento da temperatura dos oceanos e da poluição humana, que provocam cada vez mais eventos de branqueamento em massa, explicam Expresso, Bloomberg e Reuters.
O resultado do estudo chega em um momento em que governos estão elaborando planos para a meta “30 por 30”, aprovada durante a COP15 da Biodiversidade, no Canadá. Como a Veja lembra, o objetivo é colocar 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta sob algum tipo de proteção até 2030.
Para Stacy Jupiter, coautora da pesquisa e diretora-executiva do Programa Marinho Global da Wildlife Conservation Society (WCS), os dados podem orientar governos para onde aplicar recursos limitados e dar aos recifes mais resiliência e chance de sobrevivência.
“Apenas 28% dos recifes estão dentro de áreas protegidas e conservadas, então a oportunidade é clara, assim como a urgência, especialmente diante de um super El Niño que se aproxima”, afirmou.
Folha, New York Times, Independent, Climate Change News, Inside Climate News, Politico Pro e Earth.org também noticiaram o estudo.



