
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP) fizeram um apelo na 5ª feira (18/6) para proteger 8,8 milhões de pessoas em 22 países altamente vulneráveis aos impactos do El Niño. As agências têm recursos para assistir 1,2 milhão de pessoas, mas estimam que sejam necessários mais US$ 167 milhões (R$ 866 milhões) para ampliar a ajuda, informa a Folha.
Os 22 países listados como mais vulneráveis são Camarões, Etiópia, Quênia, Madagascar, Malawi, Moçambique, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Uganda e Zimbábue, na África; Afeganistão, Paquistão, Filipinas e Timor-Leste na Ásia-Pacífico; e Colômbia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Venezuela, na América Latina e Caribe.
As intervenções preveem ajuda em dinheiro, distribuição de sementes resistentes à seca e às inundações, proteção do gado e sistemas de alerta precoce, entre outras medidas, informam UOL e Straits Times. “A experiência demonstra sistematicamente que agir de forma antecipada é mais eficaz e menos custoso do que intervir quando a crise já se agravou”, afirma Beth Bechdol, diretora-geral adjunta da FAO.
A previsão é que o El Niño se intensifique nos próximos meses, provocando condições mais secas em algumas áreas e mais úmidas, com maior risco de inundações, em outras. O fenômeno pode atrapalhar a agricultura e afetar a segurança alimentar, além da disponibilidade de água, destacam Folha de Pernambuco e Reuters.



