
A Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF, sigla em Inglês) informou, na 5ª feira (18/6), que suspendeu a decisão de desmantelar a Iniciativa de Observatórios Oceânicos (OOI, sigla em Inglês). O sistema de monitoramento é considerado essencial para o estudo das mudanças climáticas e dos ecossistemas marinhos, destacam New York Times e Folha.
O recuo ocorreu após a reação tanto de parlamentares democratas quanto de republicanos. Na 2ª feira (15/6), os parlamentares enviaram cartas à NSF pedindo a reversão da decisão. Deputados democratas foram além e acusaram a agência de agir ilegalmente.
A OOI é uma rede com mais de 900 sensores oceânicos, construída a um custo de US$ 386 milhões, explica a AP. Ao longo da última década, a iniciativa monitorou a circulação oceânica, os ecossistemas marinhos, as mudanças climáticas e eventos climáticos extremos , produzindo dados disponíveis gratuitamente ao público e subsidiando mais de 500 publicações científicas.
O projeto tinha previsão de duração de mais 15 a 20 anos. No entanto, em 21 de maio, foi confirmado que a NSF havia iniciado um processo de “redução do escopo”. Na prática, seria uma desmontagem de quase toda a rede, com a desativação, até 2027, da infraestrutura subaquática de quatro de seus cinco conjuntos de instrumentos implantados no Pacífico, na costa atlântica dos EUA e nas águas próximas à Groenlândia e à Islândia.
A NSF afirmou que já havia retirado algumas boias, sensores e outros instrumentos da água na costa dos estados de Oregon e Washington, mas que estava “desenvolvendo planos para reinstalar os equipamentos após manutenção”. Segundo Edward Dever, professor de oceanografia na Universidade Estadual de Oregon que ajuda a gerenciar os instrumentos na região, a agência havia removido seis das sete boias de ancoragem da área, e encontrar embarcações para recolocá-las poderia levar vários meses.
Bloomberg, Scientific American e CNN também noticiaram o recuo da NSF.
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