
Calor extremo, seca e ventos fortes alimentaram vários incêndios florestais no oeste dos Estados Unidos no domingo (21/6). Em Utah, chamas descontroladas forçaram a evacuação de Eureka, cidade com 1.000 habitantes a sudoeste de Salt Lake City, e de moradores de um rancho próximo.
O incêndio, que as autoridades estão chamando de Iron Fire, já consumiu mais de 5.000 hectares desde que começou, na noite de 6ª feira (19/6), informam New York Times e AP. O fogo começou em propriedades privadas e se alastrou por terras federais, disse Kelly Wickens, porta-voz da Divisão de Florestas, Incêndios e Terras Estaduais de Utah.
Condições climáticas críticas para incêndios e raios secos prevalecerão em todo o oeste dos EUA, com a região dos “Quatro Cantos”, onde Utah, Novo México, Colorado e Arizona se encontram, sob a maior ameaça, informou o Centro de Previsão de Tempestades. A Bloomberg destaca alertas vermelhos de incêndio em todo o norte da Califórnia, Oregon, Idaho, Nevada, Utah e Arizona, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.
Até o momento, as chamas não provocaram mortes. Mas o calor extremo que atinge parte do país desde o início do mês pode ter matado três excursionistas no Parque Nacional do Grand Canyon, segundo AP e USA Today. Os turistas estavam em trilhas no interior do cânion, onde as autoridades informaram que as temperaturas à sombra podiam chegar a 43°C por volta do meio-dia.
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Em tempo 1: Diversos estudos, como os da World Weather Attribution (WWA) e da Climate Central, alertaram sobre a ameaça do calor extremo, agravado pelas mudanças climáticas, aos jogadores na Copa do Mundo da Fifa. Uma análise do Guardian mostra que pelo menos duas das primeiras partidas do torneio foram disputadas em condições que deveriam ter levado ao adiamento ou ao cancelamento dos jogos. Outros quatro jogos foram disputados em cidades com temperaturas também acima do nível de calor tolerável, mas as condições dentro dos estádios foram amenizadas pelo uso de ar-condicionado.
Em tempo 2: A queima de combustíveis fósseis é a principal responsável pelo aquecimento global, que, entre outros problemas, alimenta o calor que afeta os jogadores na Copa do Mundo da FIFA. No entanto, o principal patrocinador do torneio de futebol é a petrolífera Saudi Aramco. Por isso, ativistas fizeram protestos contra o acordo entre a empresa e a entidade, informa o Politico. Além disso, as manifestações chamaram a atenção para a forma como a publicidade das petrolíferas se torna parte das memórias dos torcedores - o sportswashing -, mesmo enquanto as emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de petróleo, gás e carvão elevam as temperaturas globais.



