
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na 6ª feira (26/6), a indicação de 86 blocos de exploração de combustíveis fósseis no rol de áreas em estudo para possível inclusão em leilões da Oferta Permanente de Concessão (OPC). A lista inclui áreas na Foz do Amazonas, o que confirma a disposição de expandir a atividade exploratória na região. A crise climática que espere.
Todas as áreas indicadas estão na chamada Margem Equatorial – trecho do litoral brasileiro do Rio Grande do Norte ao Amapá -, informam Megawhat, Cenário Energia, Petronotícias e TN Petróleo. São 36 blocos na Foz, 25 no Pará-Maranhão e outras 25 em Barreirinhas, também no litoral maranhense. Esse trecho da costa abriga a maior área de manguezal do Brasil, que estoca quase 1,5 bilhão de toneladas de CO2. Sem falar na fauna e na flora.
A ANP informou que esses blocos não serão oferecidos no 6º Ciclo da OPC, marcado para o dia 7 de outubro – mas não por falta de vontade. Segundo fontes a par do processo ouvidas pela Agência iNFRA, por mais que o governo queira fazê-lo para aumentar a atratividade e a arrecadação do próximo certame, não haveria tempo hábil para todo o trâmite, que inclui realização de audiência pública, nova avaliação e aprovação final da agência.
Ainda não se sabe se a lista repete blocos na Foz do Amazonas ofertados e não arrematados no “Leilão do Fim do Mundo” realizado em junho do ano passado. Mas, a julgar pelo saldo daquele certame, pode-se deduzir que há áreas inéditas na bacia.
Em 2025, foram oferecidos 47 blocos na Foz, mas só 19 deles foram arrematados, por dois consórcios – Chevron e CNPC, com nove áreas, e Petrobras e ExxonMobil, com dez. Como a nova lista tem 36 áreas e restaram 28 do certame passado, logo, ao menos oito são novas.
Enquanto o planejamento energético brasileiro continua pensando em petróleo na Foz do Amazonas, um novo relatório apresentado pela Petrobras ao IBAMA no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59 confirma que um eventual vazamento na região pode atingir a costa brasileira. Até então, a petrolífera negava a possibilidade do combustível fóssil atingir o litoral do Amapá.
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Em tempo 1: A ANP também divulgou a lista de petrolíferas habilitadas a participar dos próximos ciclos das Ofertas Permanentes de Partilha (OPP) e de Concessão (OPC), ambos previstos para 7 de outubro, informam Times Brasil e InfoMoney. Ao todo, 19 companhias estão aptas para o leilão de partilha, e 46 para o de concessão. Entre as habilitadas nas duas modalidades estão Petrobras, BP, Chevron, Shell e TotalEnergies.
Em tempo 2: A Petrobras terá que apresentar esclarecimentos ao IBAMA para que o órgão ambiental possa decidir se atende ou não a um pedido da empresa para ajustar a licença para perfuração no Bloco 59, informa o Valor. A estatal pediu a retificação porque pretende perfurar três poços contingentes no bloco (Manga, PAD Morpho e Crotalus), além do poço Morpho, previsto para ser concluído no início de agosto. O IBAMA pediu esclarecimentos sobre a revisão do Plano de Proteção à Fauna (PPAF) e a manutenção de recursos previstos para a perfuração.



