Calor extremo avança para leste europeu, e nova onda pode estar a caminho

Países da Península Balcânica registraram máximas acima de 40°C; temperaturas devem voltar a subir no início de julho.
30 de junho de 2026
calor extremo
Gerd Altmann/Pixabay
Resumo
  • Calor avança para o leste europeu: Eslováquia, Hungria e países dos Bálcãs registraram máximas acima de 40°C. Alertas vermelhos foram emitidos na Polônia, Romênia, Sérvia, Croácia, Albânia e Bósnia, onde também irromperam incêndios florestais. Na Ucrânia, o governo decretou cortes de energia pela sobrecarga do sistema.
  • Mais de 1.800 mortes confirmadas: França contabiliza mais de 1.000 óbitos ligados ao calor, com funerárias sobrecarregadas em Paris. A Espanha registra mais de 800 mortes adicionais. A WWA confirma: essa onda de calor teria sido improvável há 50 anos sem as mudanças climáticas.
  • Nova onda a caminho: o oeste europeu tenta voltar ao normal, mas pode não ter fôlego; meteorologistas alertam para nova disparada de temperaturas já a partir de 5 ou 6 de julho, nas mesmas regiões afetadas - França, Espanha, Alemanha, Itália, Suíça e Reino Unido.
  • Partes da Europa Central, Oriental e do Sul enfrentaram calor intenso na 2ª feira (29/6). Países como Eslováquia e Hungria registraram máximas acima de 40°C. Mas o oeste do continente pode enfrentar uma nova onda de calor nos próximos dias.

    Segundo a Al Jazeera, o primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, alertou que “os dois dias mais difíceis da onda de calor estão por vir”. Funcionários públicos foram orientados a trabalhar remotamente. O governo também divulgou uma lista com mais de 2.000 centros de resfriamento climatizados em todo o país.

    Alertas vermelhos de calor extremo foram emitidos em outros países da região, como Polônia, Romênia, Sérvia, Albânia, Croácia e Bósnia e Herzegovina. Nestes três últimos, também foram relatados incêndios florestais. E na Ucrânia, o governo determinou cortes de energia para lidar com a sobrecarga do sistema energético.

    “Estou fazendo o mesmo que todo mundo: tentando ficar na sombra e beber muita água”, disse uma moradora de Viena ao Guardian. “Só espero que os políticos entendam a situação e comecem a traçar um caminho na direção certa.”

    A Europa Ocidental tenta voltar ao normal após o calor escaldante, mas está difícil. Em Paris, as funerárias estavam sobrecarregadas devido ao aumento de óbitos durante a onda de calor, destaca a Folha. Mais de 1.000 mortes foram relacionadas ao fenômeno na França. Enquanto isso, o instituto de saúde da Espanha registrou mais de 800 mortes adicionais em todo o país.

    Um estudo da rede global de cientistas climáticos World Weather Attribution (WWA) conclui que a atual onda de calor que levou a temperatura a níveis recordes na Europa teria sido improvável há 50 anos. O diferencial para a efetivação do atual cenário são as mudanças climáticas, destaca a pesquisa.

    E uma nova onda de calor está a caminho, informa a DW. Luca Mercalli, presidente da Sociedade Meteorológica da Itália, afirmou que as temperaturas podem voltar a subir drasticamente já a partir de 5 ou 6 de julho. “As áreas afetadas são, em linhas gerais, as mesmas da primeira onda, incluindo França, Espanha, Alemanha, Itália, Suíça e, em certa medida, o Reino Unido”, disse.

    Euronews, Independent e Meteored também repercutiram a onda de calor na Europa.

    • Em tempo 1: A onda de calor na Europa elevou o total das contas de eletricidade da França e Alemanha em mais de € 700 milhões (R$ 4 bilhões) em apenas uma semana, mostra uma análise da 350.org. A organização comparou o período de 21 a 27 de junho com a referência de 14 a 20 de junho. Os gastos totais com eletricidade subiram cerca de € 371 milhões na Alemanha e € 360 milhões na França. Os custos adicionais somam-se aos custos adicionais derivados dos preços elevados do petróleo e gás decorrentes da guerra dos Estados Unidos com o Irã. O AOL detalha.

    • Em tempo 2: Após ter o quinto mês de junho mais seco desde o início dos registros, em 1901, a Índia deve registrar chuvas de monção abaixo da média em julho, informou o departamento de meteorologia do país na 3ª feira (30/6). A situação gera preocupação sobre a produção agrícola e o crescimento econômico, já que as monções são responsáveis por cerca de 70% das chuvas anuais que abastecem fontes de água cruciais para a economia. Para piorar, a chegada do El Niño deve afetar negativamente as chuvas - em anos anteriores com a presença do fenômeno, a Índia passou por secas severas que destruíram plantações e forçaram as autoridades a restringirem a exportação de alguns grãos, detalha a Reuters.

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