Onda de calor atinge EUA e Canadá e afeta dezenas de milhões de pessoas

Em NY, prefeito lança plano histórico para lidar com o calor; haverá pouco ou nenhum alívio noturno, com temperaturas acima de 20°C à noite.
1 de julho de 2026
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Scienmag
Resumo
  • Onda de calor castiga EUA e Canadá: dezenas de milhões de pessoas enfrentam temperaturas acima de 38°C, com sensação térmica de até 46°C. Sem alívio noturno - mínimas acima de 20°C -, o calor deve durar até o fim de semana do 4 de julho, com recordes de temperatura em vários locais.
  • Risco de apagão: a PJM Interconnection, que atende 67 milhões de consumidores nos EUA, prevê demanda recorde de 166,3 GW - superando o pico histórico de 2006. Usinas antigas de carvão e gás e linhas de transmissão congestionadas estão sob pressão extrema.
  • Canadá divide calor e enchentes: enquanto Ontário e Quebec registravam até 37°C no Dia do Canadá, o oeste do país sofria inundações em Alberta, com 1.500 pessoas ilhadas pelo fechamento de estradas. Em Toronto, sede de jogos da Copa, a sensação térmica deve bater 40°C hoje.
  • Em meio a diversos jogos da Copa do Mundo da FIFA e celebrações nacionais, Estados Unidos e Canadá enfrentam uma onda de calor que durará até o final de semana do feriado de 4 de julho. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), dezenas de recordes locais podem ser quebrados, com temperaturas ultrapassando 38°C e a alta umidade elevando a sensação térmica para até 46°C.

    Chicago, a terceira maior cidade dos EUA, anunciou a abertura de centros de resfriamento e o envio de funcionários para verificar as condições de saúde de populações vulneráveis. Já o prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, lançou um plano “sem precedentes e histórico” para lidar com o calor, incluindo vans para fornecer hidratação a moradores, estações de resfriamento temporárias e toalhas refrescantes.

    Em Washington, as temperaturas chegam a 38°C e devem permanecer assim até o final de semana. No sábado (4/7), a cidade sediará a queima de fogos no National Mall, prevista para ser a maior da história, informa a AFP

    Segundo o NWS, haverá “pouco ou nenhum alívio noturno” em relação ao calor. Durante a noite, as temperaturas devem cair apenas para a faixa dos 20°C, de acordo com a Euronews. O serviço meteorológico acrescentou que as ondas de calor prolongadas estão entre os eventos climáticos extremos mais letais, pois “os impactos são menos visíveis e se acumulam ao longo do tempo”.

    O calor também gera risco para a segurança energética dos estadunidenses. O risco de cortes de eletricidade deve aumentar à medida que o calor extremo sobrecarrega usinas antigas de carvão e gás – as altas temperaturas também  fazem com que linhas de transmissão já congestionadas sofram dilatação e superaqueçam, explicam analistas ouvidos pela Reuters.

    A maior rede regional do país, a PJM Interconnection, que atende 67 milhões de consumidores, previu demanda recorde de 166,3 gigawatts (GW) na noite desta 5ª feira (2/7). O recorde histórico do verão da PJM foi de 165,6 GW em 2006. E mal começou o verão no Hemisfério Norte.

    Já o Canadá vive calor extremo no leste e chuva no oeste do país. Ontem (1º/7), enquanto se comemorava o Dia do Canadá, as temperaturas chegaram a 34°C e 37°C em Ontário e Quebec. Hoje, Portugal e Croácia jogam na fase de mata-mata da Copa do Mundo em Toronto e a sensação térmica deve bater 40°C devido à umidade, destaca a Reuters.

    Enquanto isso, no oeste canadense, chuvas fortes causaram inundações e elevaram o nível de rios em partes de Alberta. Cerca de 1.500 pessoas ficaram ilhadas devido ao fechamento de estradas pelas inundações.

    New York Times, Bloomberg e Montreal Gazette também repercutiram o calor extremo nos EUA e no Canadá.

    • Em tempo: O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que as emissões do país serão mais altas nos próximos anos do que o projetado anteriormente, o que inviabiliza as metas climáticas a curto prazo. "O objetivo permanece o mesmo, mas, como os tempos mudaram, precisamos mudar nosso plano para alcançá-lo", afirmou em vídeo. Carney deixou claro que seu governo não restringirá o crescimento do setor de petróleo e gás para cumprir metas de emissão de curto prazo. Ele argumentou que o plano anterior teria elevado os custos para famílias que já enfrentam dificuldades financeiras, informa a Bloomberg. A meta canadense, que não vai ser cumprida, era reduzir as emissões até 2030 entre 40% e 45% em relação aos níveis de 2005.

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