Copernicus: oceanos registram recorde de temperatura para junho

Pacífico tropical e mar Mediterrâneo foram particularmente afetados; oceanos desempenham papel de regulador do clima.
2 de julho de 2026
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19eli14/Pixabay
Resumo
  • Oceanos batem recorde de temperatura em junho: Copernicus registra média de 20,98°C na superfície oceânica global — novo máximo histórico para o mês. Pacífico tropical e Mediterrâneo foram os mais afetados.
  • 82% dos oceanos sob ondas de calor: Desde janeiro, mais de quatro quintos da superfície oceânica mundial registraram ondas de calor marinhas, metade delas em intensidade extrema. Corais, ouriços-do-mar e moluscos estão entre as espécies mais ameaçadas por esses episódios.
  • Oceanos absorvem 90% do calor humano: Os mares funcionam como reguladores climáticos do planeta - e estão pagando um preço alto por isso. Quanto mais aquecidos, menor sua capacidade de cumprir esse papel, acelerando ainda mais o aquecimento global.
  • Os oceanos tiveram o junho mais quente já observado, com temperatura média de 20,98°C – o recorde anterior, de junho de 2024, era de 20,89°C -, apontaram duas análises do observatório europeu Copernicus. Mas nada é tão ruim que não possa ser piorado: novos recordes podem ocorrer ainda este ano, com a combinação do El Niño com as mudanças climáticas.

    O Pacífico tropical registrou o primeiro semestre mais quente desde o início da série histórica, em 1979: 26,91°C, informam Folha e NBC News. A média superou o recorde anterior, registrado em 2016.

    O mesmo ocorreu no mar Mediterrâneo. Segundo o Copernicus, o Mediterrâneo é muito sensível às mudanças climáticas e foi atingido por ondas de calor marinhas em praticamente toda sua superfície (98%) no primeiro semestre. Com isso, o Mediterrâneo registrou temperatura recorde de 24,34°C em junho, relatam RFI e Metrópoles.

    Desde o início do ano, 82% da superfície oceânica mundial registrou ondas de calor marinhas – sendo metade delas episódios intensos a extremos. Ondas de calor marinhas são um risco para espécies menos móveis, podendo provocar mortes massivas em corais, ouriços-do-mar e moluscos, destacam UOL e Financial Times.

    Segundo especialistas, ainda não é possível afirmar se a marca observada em junho será temporária ou se as temperaturas permanecerão anômalas nos próximos meses, relata o g1.

    Os oceanos desempenham um papel fundamental na regulação do clima. Eles absorvem 90% do excesso de calor gerado pelas atividades humanas.

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