Governo corta subsídio ao diesel e Petrobras reduz preço nas refinarias

Aumento do preço do combustível com fim do benefício governamental foi compensado pela queda do valor promovida pela petrolífera.
2 de julho de 2026
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Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Resumo
  • Fim do subsídio ao diesel, corte da Petrobras: o governo encerrou ontem a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel concedida em maio, durante o choque do petróleo. Para amortecer o impacto, a Petrobras anunciou corte equivalente no preço nas refinarias, mantendo o valor ao consumidor estável por enquanto.
  • Conta bilionária no zero a zero: os subsídios aos combustíveis durante a crise custaram pelo menos R$ 16 bilhões aos cofres públicos. Como o Brasil é exportador líquido de petróleo, ganhou com a alta dos preços - mas, segundo o governo, os ganhos e os gastos com subvenções se cancelaram mutuamente.
  • Outros subsídios ainda na fila: permanecem em vigor subvenções de R$ 1,12 para o diesel e R$ 0,44 para a gasolina, além de benefícios para GLP e querosene de aviação. O governo deve retirá-los gradualmente se os preços seguirem estabilizados, e ainda analisa o que fazer com o imposto sobre exportação de petróleo.
  • Com as cotações do petróleo voltando ao patamar anterior ao início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro, o governo federal começou a cortar os subsídios concedidos aos combustíveis fósseis, em uma tentativa de tentar segurar os preços ao consumidor. Ontem (1º/7), chegou ao fim a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel – o derivado de petróleo mais consumido no país, usado por caminhões e ônibus -, concedida em maio.

    Para evitar que o fim do benefício causasse uma dor imediata no bolso da população, o governo recebeu uma ajuda da Petrobras. Assim, a petrolífera anunciou um corte de R$ 0,35 no preço do diesel em suas refinarias, informam Poder 360, Cenário Energia e Megawhat. A redução para as distribuidoras de combustíveis também entrou em vigor ontem.

    Há, no entanto, outros subsídios ainda em vigor. Por enquanto, estão mantidas as subvenções de R$ 1,12 para o diesel e R$ 0,44 para a gasolina, mas o governo deve retirá-los em breve, ainda que de forma gradual, se os preços se mantiveram estabilizados, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    De acordo com a eixos, o governo ainda analisará nas próximas semanas o que fará com o imposto sobre exportação de petróleo, também estabelecido como medida emergencial por causa da guerra no Oriente Médio. A cobrança poderá ser mantida ou reduzida gradualmente. Também estão sendo avaliadas as subvenções ao gás de cozinha (GLP) e benefícios para o querosene de aviação (QAV).

    Os subsídios aos derivados de petróleo ajudaram a segurar os preços no país, mas custaram bastante aos cofres públicos. No Bom Dia Brasil, Míriam Leitão informou que a conta deve bater R$ 16 bilhões, pelo menos. Ela lembrou que o Brasil ganhou com a escalada dos preços do petróleo, já que é exportador líquido da commodity, mas fontes do governo calculam que, no fim, os ganhos e os gastos com as subvenções ficarão no zero a zero.

    Valor, InfoMoney e UOL também noticiaram as novidades sobre o diesel.

    • Em tempo 1: A Petrobras ainda reduziu em 14,5% o preço de venda do querosene de aviação (QAV). O valor do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido, informa a Agência Brasil. No ano, porém, o QAV acumula uma alta de 40,5% sobre o preço do final de 2025.

    • Em tempo 2: A produção média de petróleo do Brasil totalizou 4,3 milhões de barris por dia em maio, volume 0,9% inferior ao registrado em abril, mas ainda 16,9% acima do verificado em igual mês de 2025, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) na 4ª feira (1º/7). Já a produção de gás fóssil somou 206,06 milhões de metros cúbicos por dia no período, recuo de 0,3% frente ao mês anterior e alta de 19,6% na comparação anual. Considerando petróleo e gás, a produção total brasileira chegou a 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio, informa o Investing.com.

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