Incêndios florestais deixam mais de 10 mortos no sul da Espanha

Fogo que assola Europa matou centenas na última década, e as mudanças climáticas devem aumentar ainda mais as mortes nos próximos anos.
12 de julho de 2026
incêndios florestais poluição do ar
Patou Ricard / Pixabay
Resumo
  • Incêndio mata ao menos 12 na Espanha: um incêndio florestal na província de Almería, Andaluzia, causou ao menos 12 mortes e deixou 19 desaparecidos. Alguns corpos foram encontrados em veículos incendiados. As autoridades classificaram o evento como o incêndio florestal mais mortal do século 21 na região.
  • Nova onda de calor alimenta as chamas: o incêndio ocorre no contexto da terceira onda de calor do verão europeu, com temperaturas de volta aos 40°C na Espanha e na França. As mudanças climáticas intensificam tanto a frequência quanto a letalidade dos incêndios, que já mataram centenas no continente na última década.
  • Europa em espiral de desastres; entre os eventos mais mortais recentes estão o incêndio de Mati, na Grécia (2018, mais de 100 mortos), e o de Pedrógão Grande, em Portugal (2017, 66 mortos). O padrão se repete e se agrava: calor extremo, vegetação seca e infraestrutura despreparada formam uma combinação cada vez mais letal.
  • Pelo menos 12 pessoas morreram e oito ficaram feridas, quatro delas em estado grave, em um incêndio florestal na província de Almería, na Andaluzia, sul da Espanha, na 5ª feira (9/7). Outras 19 pessoas estavam desaparecidas, segundo um balanço das autoridades regionais. As chamas já consumiram quase 4 mil hectares.

    Alguns dos mortos foram encontrados em veículos incendiados, informam Folha e Euronews. Até 6ª feira (10/7), as autoridades não haviam confirmado a identidade das vítimas, mas indicaram que muitas delas podiam ser turistas estrangeiros e que o número de mortos pode aumentar.

    A RTVE descreveu o evento como o “incêndio florestal mais mortal do século 21” no popular destino turístico. Mais de 1.000 moradores de diversas comunidades foram evacuados devido às chamas, destaca o DW. “Não há palavras para descrever tamanha dor”, disse o ministro da Presidência, Saúde e Emergências da Andaluzia, António Sanz, classificando o incêndio como uma “tragédia sem precedentes”.

    As mortes provocadas pelo incêndio florestal ocorreram em um momento em que a Europa enfrenta as consequências de uma série de ondas de calor prolongadas que já causaram, direta ou indiretamente, milhares de mortes, inclusive por exposição a temperaturas extremas e afogamento, informa o Financial Times. A nova onda de calor do verão europeu, iniciada na semana passada, elevou as temperaturas novamente para 40°C na Espanha e na França.

    Incêndios florestais mataram centenas de pessoas no continente europeu na última década, lembra a AP. Entre os eventos mais mortais estão o enorme incêndio que devastou a cidade litorânea de Mati, a leste de Atenas, na Grécia, em 2018, quando mais de 100 pessoas morreram; e o incêndio florestal em Pedrógão Grande, a 200 quilômetros de Lisboa, Portugal, em 2017, que deixou 66 mortos – a maioria das vítimas morreu numa estrada enquanto tentava fugir de carro.

    O Globo, CNN, BBC, The Guardian, AP, New York Times, Reuters e France24 também noticiaram o incêndio mortal na Espanha.

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