
Com 81% de chance de um “Super El Niño” nos próximos meses, segundo a última análise da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em Inglês), a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu se antecipar aos prováveis efeitos do fenômeno. Para isso, anunciou a implantação de medidas de prevenção, monitoramento e resposta, com ações para enfrentar o calor extremo e a chuva intensa.
A preparação baseia-se no Plano Verão, anunciado anualmente pela prefeitura para minimizar os efeitos da estação. No total, o investimento previsto é de R$ 1 bilhão, destaca o g1. A cifra inclui obras de infraestrutura, como a construção de mais dois piscinões para evitar enchentes. No entanto, o prefeito da cidade, Eduardo Cavalieri, ressaltou que nem todas as obras civis ficarão prontas neste ano.
O planejamento integra informações climáticas e dados de saúde para auxiliar e orientar a população carioca, principalmente as mais vulneráveis como crianças, idosos e pessoas em situação de rua, informa a CNN Brasil. O plano inclui sistemas de monitoramento em tempo real, com cerca de 50 protocolos operacionais. Equipes de mais de 50 órgãos municipais estarão mobilizadas para atuar em situações extremas, segundo O Globo.
Os efeitos do El Niño previstos podem ser sentidos no Rio de Janeiro já no fim deste inverno, em meados de setembro, com temperaturas acima da média, situação que se estenderá pela primavera e pelo verão. Os níveis de calor monitorados apresentam cinco níveis de risco, medidos pela combinação de temperatura, umidade relativa e tempo de permanência nessas condições. A classificação também considera a previsão para três dias consecutivos e é atualizada a cada quatro horas. A partir desses dados, são estabelecidos os níveis de resposta com base na intensidade e na duração das altas temperaturas, com ações preventivas, assistenciais e intersetoriais.
UOL, Correio Braziliense, g1, InfoMoney e Balanço Geral também noticiaram o plano carioca para o “Super El Niño”.
Em tempo: Considerando o estado do Rio de Janeiro e suas distintas características, nem todas as regiões enfrentarão os efeitos do El Niño esperados para a capital, detalha O Globo. Segundo o meteorologista Fábio Hochleitner, pesquisador do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da Coppe UFRJ, no Norte e Noroeste do estado, uma região mais rural, o cenário mais provável é de maior aridez, com ondas de calor, déficit hídrico e risco de queimadas. Na Costa Verde e na Região Serrana, o maior risco são as chuvas, trazendo inundações e enxurradas. No Leste Fluminense e na Região dos Lagos, as chuvas também preocupam, assim como o calor. Já a Baixada Fluminense deve sofrer calor intenso, baixa umidade e piora da qualidade do ar, além de inundações decorrentes das chuvas.



