El Niño

El Niño

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele ocorre de forma cíclica, em geral a cada dois a sete anos, e cada evento dura entre nove e doze meses. O mecanismo é bem compreendido pela ciência: os ventos alísios que normalmente empurram água quente em direção ao oeste do Pacífico enfraquecem, o calor acumulado escoa de volta para leste, e isso altera a circulação atmosférica em escala global. Chuvas se deslocam, monções enfraquecem ou se intensificam em diferentes regiões, e a temperatura média do planeta sobe alguns décimos de grau, o suficiente para influenciar recordes de temperatura em anos de eventos mais fortes. Entre 2014 e 2025, o planeta registrou quatro episódios de El Niño, uma frequência acima da média histórica.

O El Niño de 2026 foi confirmado pela NOAA, agência norte-americana responsável por monitorar o fenômeno, e vem se intensificando em ritmo acelerado. Caso a anomalia de temperatura na região Niño 3.4 ultrapasse 2°C em relação à média histórica, o evento entra na categoria de “muito forte”, o que se convencionou chamar de “Super El Niño”. Nos últimos 140 anos, isso ocorreu em apenas três ocasiões: 1982-83, 1997-98 e 2015-16. O aquecimento tende a seguir se intensificando até o fim do ano, com efeitos que devem se estender até a primavera de 2027.

Um fator diferencia o ciclo atual dos anteriores: o aquecimento global acumulado é maior do que em qualquer episódio anterior de El Niño. Em 2024, um El Niño moderado foi suficiente para tornar aquele o ano mais quente já registrado, superando o recorde estabelecido pelo evento de 2015-16, que havia sido o mais forte já medido no oceano até então.

Nesta página, o ClimaInfo acompanhará a evolução desses dados ao longo dos próximos meses para entender os impactos e as repercussões do El Niño nas diferentes regiões do Brasil. Siga este acompanhamento nos boletins abaixo.

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