Chega de combustíveis fósseis

Por um planeta livre de combustíveis fósseis

Precisamos impulsionar um novo modelo energético sem combustíveis fósseis, que poluem o planeta, agravam a crise climática e afetam negativamente territórios, comunidades e povos tradicionais. Este novo modelo precisa – e pode – ser mais sustentável e barato. Nosso compromisso é garantir que a temperatura média da Terra no longo prazo não ultrapasse 1,5ºC, conforme a meta do Acordo de Paris. 

O Brasil tem todas as condições para descarbonizar seu setor de energia e se colocar na vanguarda do movimento mundial de redução das emissões de gases de efeito estufa. Isso pode ser alcançado por meio de uma estratégia de desenvolvimento nacional que diversifique as fontes de energia, com majoritária participação de renováveis.

Isso deve ser feito com o resguardo dos direitos humanos. O processo de transição energética deve ser participativo, garantindo bons empregos para os trabalhadores e que as comunidades diretamente impactadas pela implantação de projetos energéticos tenham informações e autonomia suficientes para participar ativamente do planejamento.

Brasil tem sujado sua matriz energética

Atualmente, o país vive uma expansão de gasodutos, terminais de gás natural liquefeito (GNL) e usinas de gás, além de uma grande oferta de novos blocos exploratórios de petróleo e gás. Isso nos levou a articular, em conjunto com outras entidades, a Coalizão Energia Limpa – transição justa e livre do gás, um grupo brasileiro de organizações da sociedade civil comprometido com a defesa de uma transição energética socialmente justa e ambientalmente sustentável no Brasil, que rejeita o uso do gás fóssil na geração elétrica e defende sua eliminação da matriz energética nacional até 2050.

Mas, além do lobby do gás, existe o lobby do fracking, ou fraturamento hidráulico. Essa técnica consiste em perfurar poços e “quebrar” as rochas de forma incisiva, com a ajuda de produtos químicos e uso de muita água, para extrair combustíveis fósseis localizados sem formações geológicas das quais só é possível extraí-los por meio dessa forma não convencional.

Por seus imensos impactos ambientais e sociais, o fracking é proibido em vários países, incluindo França e Alemanha. No Brasil, a atividade é proibida no Paraná e em Santa Catarina. 

Em dezembro de 2025, a discussão sobre o fracking no país chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que promoveu uma audiência sobre o tema.  A pasta de Marina Silva foi contra a liberação da atividade, enquanto o MME, a Casa Civil e o Conselho Nacional dos Recursos Hídricos (CNRH), ligado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, foram a favor. 

Por que o Fracking é incompatível com metas climáticas:

  • Traz risco de contaminação de aquíferos, prejuízos à agricultura e piora dos impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos.
  • Gera escassez hídrica e conflitos por água. 
  • Atividade tem risco de altas emissões de metano, um gás com poder-estufa 80 vezes maior do que o do dióxido de carbono.
  • Outro impacto é a ocorrência de tremores de terra decorrentes da injeção de fluidos em grandes profundidades.
  • Abrir novas frentes de exploração de petróleo e gás é incompatível com as metas climáticas assumidas pelo país. 
  • O Brasil está criando seu próprio mapa do caminho para abandonar os combustíveis fósseis

Lutar pela transição energética justa é uma missão de todos nós

O Climainfo busca fortalecer o campo para que as comunidades locais tenham autonomia para resistir a projetos de combustíveis fósseis projetados para serem instalados em seus territórios. 

As comunidades locais são os atores sociais que têm legitimidade, capilaridade e capacidade para liderar a resistência. Contudo, tão importante quanto fortalecer as comunidades locais é aumentar a percepção pública de que esse é um problema de todos nós. 

A planejada expansão dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira impacta o cotidiano de todas as pessoas, seja pelo aumento da conta de luz decorrente da maior participação de fontes fósseis em nossa matriz, seja pela poluição ambiental e o agravamento das mudanças climáticas.

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