Amazônia: desmatamento cai 18% em junho, mas tendência anual é de alta

Apesar da queda, a devastação acumulada preocupa especialistas; Amazonas, Mato Grosso e Pará são responsáveis por 79% da área destruída.
31 de julho de 2025
desmatamento amazônia
Agência Pará

O desmatamento na Amazônia caiu 18% em junho em comparação ao mesmo período do ano passado, mostram dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. Foram destruídos 326 km², sendo Amazonas, Mato Grosso e Pará responsáveis por 79% do total. Apesar da queda, houve aumento de 11% na destruição acumulada da floresta entre agosto de 2024 e julho de 2025, com 3.151 km2. Mesmo com a alta, com exceção do ano passado (2.848 km2), esse é o menor valor anual acumulado desde 2016.

“Essa baixa pode refletir os resultados das ações de prevenção e fiscalização, mas os números elevados indicam que a vegetação nativa segue sendo destruída em ritmo preocupante e reforçam a necessidade de intensificar essas medidas”, demanda a pesquisadora Larissa Amorim.

Apuí (AM) lidera o ranking de municípios mais desmatados em junho passado, seguido por Nova Maringá (MT), Lábrea (AM), Marcelândia (MT), Itaituba (PA) e Colniza (MT). O levantamento destaca dois importantes recordes de impacto ambiental no Amazonas: cinco dos 10 assentamentos com maior queda de cobertura florestal e cinco das 10 Terras Indígenas mais afetadas estão no estado.

Já o Pará teve 10 Unidades de Conservação mais desmatadas e concentra 57% das áreas degradadas. Foram quase 35 mil km² de floresta degradada entre agosto de 2024 e junho de 2025, uma área superior à de Porto Velho (RO), capital com a maior área territorial do Brasil. O valor é quatro vezes maior que o do calendário anterior e é explicado pelas extensas queimadas que aconteceram de setembro a outubro de 2024.

VEJA, Pará Terra Boa, Gigante 163 e Vocativo também repercutiram a notícia.

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