Transição energética

O Brasil tem à frente uma janela para alinhar as políticas industrial, de transição energética e de mineração com o desenvolvimento social e os compromissos climáticos, mas carece de definições claras, salvaguardas socioambientais e narrativas públicas que assegurem que a transição energética e a industrialização verde gerem empregos de qualidade e reduzam desigualdades, compartilhando prosperidade.

Elas devem vir alinhadas à fim do uso de combustíveis fósseis no transporte, na indústria e na geração de energia, assim como nossa dependência econômica, de forma planejada e com metas claras. Se bem desenhadas, essas agendas casadas têm potencial para impulsionar inovação, gerar mudanças regionais, fortalecer cadeias produtivas nacionais e promover o crescimento. 

Tais políticas devem estar intimamente ligadas a objetivos climáticos e sociais, com salvaguardas implementadas e um debate público qualificado, para que esses mesmos processos não aprofundem desigualdades históricas, precarizem relações de trabalho e reproduzam conflitos territoriais sob a narrativa “verde”.

Juntar todas essas peças depende de boas decisões, que por sua vez devem se basear no conhecimento, tanto o formal quanto o popular, e no diálogo. Aproveitar as vantagens competitivas respeitando territórios e saberes, colocando as pessoas em primeiro lugar, é o caminho para o Brasil se tornar um exemplo global na economia mundial do século 21.

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