
Nesta 5ª feira (7/8), bombeiros franceses lutaram pelo terceiro dia consecutivo para conter o maior incêndio florestal do país desde 1949. As chamas queimaram mais de 16.000 hectares na região de Aude, no sul da França, mataram uma pessoa – outras três estavam desaparecidas, e duas internadas em estado crítico – e destruíram dezenas de casas.
Segundo autoridades locais, as chamas foram contidas, mas os bombeiros permanecerão destacados na região nos próximos dias para evitar novos focos, informa a Reuters. Moradores afetados pelo fogo ainda estavam impedidos de retornar para suas casas sem autorização, já que muitas estradas permaneciam fechadas e potencialmente perigosas devido a danos não inspecionados e linhas de energia caídas.
O incêndio, a cerca de 100 km da fronteira da França com a Espanha, não muito longe do Mar Mediterrâneo, começou na 3ª feira (5) e se espalhou rapidamente, relata a AFP. As chamas atingiram 15 municípios na região montanhosa de Corbières, destruindo ou danificando pelo menos 36 casas, e uma avaliação completa dos danos ainda estava em andamento, informa a Associated Press.
Segundo a BBC, em uma visita à região de Aude, o primeiro-ministro francês François Bayrou avaliou o incêndio como “uma catástrofe em escala sem precedentes” e relacionou a tragédia às mudanças climáticas. A mesma relação foi feita pela ministra do Meio Ambiente do país, Agnes Pannier-Runacher.
Euronews, Le Monde, Independent, Washington Post e New York Times noticiaram os incêndios históricos no sul da França.
Em tempo: O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, prometeu aumentar as proteções à saúde pública enquanto o país luta contra uma forte onda de calor que fez com que o recorde nacional de temperatura fosse quebrado duas vezes nos últimos dias, informa a Bloomberg. Um total de 9.507 pessoas foram encaminhadas para prontos-socorros de hospitais devido a insolação na semana de 28 de julho, o terceiro maior total neste verão, de acordo com dados preliminares da Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres. Já a província de Ishikawa foi atingida por tempestades, relata o NHK. A Agência Meteorológica do Japão informou que um recorde de 331 mm caiu em 12 horas na cidade de Kanazawa, em Ishikawa, quantidade 1,5 vez maior que a média mensal de precipitação de agosto. Fortes chuvas também continuaram na região de Kyushu e no norte do Japão.



