
Conectar mercados financeiros internacionais a projetos de mitigação e adaptação climática em países em desenvolvimento. Este é o propósito do ReInvest+, lançado pelo BID na última 3ª feira (23/9). A iniciativa tem a parceria da coalizão Sustainable Business COP (SB COP) e a presidência da COP30.
Um estudo do banco identificou cerca de US$ 3 trilhões em empréstimos nacionais em todo o mundo alinhados com projetos de sustentabilidade e descarbonização, segundo a Folha. O ReInvest+ pretende converter esses títulos em ativos no mercado internacional, para incentivar projetos na área.
Segundo o BID, o programa abrangerá América Latina e Caribe, onde o potencial é de US$ 500 bilhões, mas o modelo pode interessar a investidores em todo o mundo. Foi aberta uma chamada para bancos comerciais e internacionais que se interessem em ser parceiros da iniciativa. O cadastro poderá ser feito até 24 de outubro, de acordo com O Globo, e os parceiros selecionados serão anunciados na COP30, em novembro.
A atuação do banco de fomento deve ser a de um facilitador. O BID definirá critérios de compra de ativos, garantirá transparência e oferecerá tecnologias financeiras como seguro cambial de carteira. Também determinará critérios de sustentabilidade e padrões de diversificação para a securitização.
Explicando: o ReInvest+ adicionará aos empréstimos seguros comerciais contra riscos políticos e cambiais, tornando-os mais atrativos a investidores institucionais. Para receber os recursos, os bancos devem se comprometer a reinvestir o dinheiro em setores alinhados às metas climáticas nacionais, explicam Valor e Capital Reset.
Ao vender esses ativos lastreados na carteira dos bancos, o mecanismo retira os empréstimos dos balanços dessas instituições financeiras, o que abre espaço para a concessão de crédito novo. Isso criaria um efeito multiplicador do financiamento climático, na avaliação do BID.
Em tempo: A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a secretária de Proteção Ambiental da Califórnia, Yana Garcia, assinaram um memorando de entendimentos buscando incentivar o mercado de carbono, biocombustíveis e energias renováveis. O documento foi assinado na 3ª feira (23/9), em Nova York, e contempla outras áreas de cooperação, como soluções baseadas na natureza e soluções urbanas voltadas à infraestrutura resiliente. O governo californiano tem sido um bastião de resistência ao negacionismo climático e aos ataques à energia renovável promovidos por Trump. A notícia é da Folha.



