
Tormenta se intensificou rapidamente no fim de semana e atingiu a categoria 4, mas pode se transformar em uma tempestade ainda mais forte.
O furacão Melissa evoluiu para a categoria 4, com ventos máximos sustentados de até 220 km/h, e deve ganhar força à medida que avança em direção à Jamaica, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês) no domingo (26/10). Ele estava a cerca de 180 km ao sul de Kingston, capital jamaicana, e deve atingir o país na noite de hoje ou na manhã desta 3ª feira (28/10), chegando ao sudeste de Cuba amanhã à noite, segundo a Reuters.
Melissa ameaça Jamaica e Cuba com inundações “catastróficas” e fatais, alerta o NHC. O órgão explicou que a tormenta se intensificou rapidamente no fim de semana antes de se estabilizar, informa a Time, mas o furacão ainda pode evoluir para a categoria 5, a pior da escala Saffir-Simpson, usada para avaliar essas tempestades.
Se de fato atingir a Jamaica com tamanha força, Melissa será o 2º furacão de categoria 4 a passar sobre terras jamaicanas desde 1850, quando se iniciaram os registros do NHC, informa o New York Times. O primeiro foi Gilbert, chamado na ilha de “Wild Gilbert”, que devastou o país há 37 anos, em 1988.
Na 6ª feira (24/10), ainda como tempestade tropical, Melissa despejou chuvas que provocaram inundações e deslizamentos de terra no Haiti e na República Dominicana, de acordo com a Bloomberg, deixando quatro mortos. Naquele momento, os ventos da tempestade estavam a cerca de 110 km/h.
Quando Melissa passou de tempestade tropical a poderoso furacão de categoria 4 no fim de semana, tornou-se o quarto dos cinco furacões do Atlântico deste ano a passar pelo que os especialistas em furacões chamam de “intensificação rápida”, explica o New York Times. A velocidade dos ventos de Melissa dobrou em menos de um dia e pode aumentar ainda mais.
Em tempo: Uma tempestade de intensidade extraordinária despejou mais de 115 milímetros de chuva em apenas duas horas em Buenos Aires, provocando enormes inundações que transformaram avenidas e ruas em verdadeiros rios, informam Meteored, CNN e InfoMoney. O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina confirmou que o acumulado em 24 horas chegou a 123 mm, quase o que era esperado para todo o mês de outubro. Foi a segunda chuva mais forte em um dia de outubro em 119 anos na capital argentina.



