COP30 tem 191 países credenciados, com Argentina e sem EUA na lista

Mesmo com problemas na política climática global, a COP30 tem número de nações superior ao mínimo necessário para validar decisões.
2 de novembro de 2025
cop30 tem 191 países credenciados, com argentina e sem eua na lista
Composição Climainfo/Imagens: Domínio Público

Cerca de 191 países estão credenciados para participar da COP30, entre eles a Argentina do negacionista Javier Milei. A expectativa é que o país envie algum representante, apesar da presença da delegação ainda ser incerta. Na 6ª feira (31/10), a Casa Branca oficializou que os Estados Unidos não enviarão nenhum funcionário de alto nível para a conferência. O que inclui a cúpula de líderes, que começa na próxima 5ª feira (6/11).

A confirmação da ausência estadunidense gerou um misto de sentimentos. De um lado, houve alívio por parte de ambientalistas e da presidência da COP30. De outro, surgiu o temor de que o país pressione outras nações a não participarem da conferência do clima, conta a Exame.

Desde que assumiu seu 2º mandato, Donald Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris e vem revisando a participação estadunidense em acordos ambientais multilaterais e contaminando outras frentes. Entre elas, o limite de produção no tratado global contra a poluição plástica e a taxação de carbono no transporte marítimo mundial.

Para driblar Trump, o Brasil negociou diretamente com o estado da Califórnia um acordo sobre transição energética e um acordo de carbono. O governador do estado, Gavin Newsom, atua como contraponto ao trumpismo no país. Uma comitiva californiana deve comparecer a Belém, assim como outros entes do país, informa a Folha.

A Secretaria Extraordinária para a COP30 (SeCOP) anunciou na 5ª-feira (30/10) que o número de países com hospedagem confirmada em Belém chegou a 149, enquanto outros 37 estão negociando acomodações. Como O Globo e Folha explicam, o número de países com presença confirmada é superior ao mínimo de nações necessárias para validar as decisões da conferência.

  • Em tempo 1: Para o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, a agenda de exploração de petróleo do governo, que inclui a Foz do Amazonas, não constrange o país na COP30. Essa confiança vem de diversos fatores, como uma matriz energética mais limpa em comparação a outras nações, além do Brasil deter as maiores áreas do mundo de Unidades de Conservação e Terras Indígenas, disse ele à Folha. Dubeux aposta na agenda de florestas, mas esquece que não existe floresta em pé em um clima mais quente por causa dos combustíveis fósseis — as condições atuais da Amazônia provam isso.

  • Em tempo 2: Organizações da sociedade civil reclamam do corte no número de crachás para a COP30 em relação às edições anteriores. A Folha conta os casos da Campanha Global para Demandar Justiça Climática, Sustentabilidad Sin Fronteras, La Ruta del Clima, Climate Action Network (CAN) e Observatório do Clima. A Convenção do Clima (UNFCCC) afirma que houve um aumento significativo no número de entidades credenciadas para as conferências, enquanto a capacidade dos eventos permanece estável. Assim, o crescimento da demanda naturalmente provoca uma redução no total de crachás concedidos a cada instituição, segundo a ONU.

  • Em tempo 3: Onde será realizada a COP30? A pesquisa "Atitudes em relação à COP30”, realizada pela Ipsos em 30 países, revela que 70% dos entrevistados não sabem onde a conferência irá acontecer. No Brasil, cerca de 10% acreditam que será em Brasília. O levantamento também revela que, em alguns casos, os entrevistados nem sabem a temática da conferência. O Globo detalha.

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