
Representando o governo brasileiro na plenária de Alto Nível da COP30 na manhã de 2ª feira (17/11), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, insistiu na proposta do presidente Lula de criar um mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis. Para Alckmin, a proposta deve ser o grande legado da conferência do clima, juntamente com um roteiro similar para zerar o desmatamento.
O vice-presidente lembrou o compromisso assumido pelos países na COP28, em 2023, em Dubai, de triplicar as fontes renováveis e duplicar a taxa de aumento de eficiência energética até 2030, informa o g1. Levar a sério esse compromisso é crucial para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis, frisou Alckmin.
“Essa data [2030] está logo ali, mas os dados mostram que a capacidade renovável hoje ainda é a metade do que seria necessária. Da mesma forma, o compromisso de Belém, para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. Vinte e cinco países já se juntaram ao esforço”, disse.
A fala do vice-presidente engrossa o coro de integrantes do governo em prol do mapa do caminho para acabar com petróleo, gás e carvão (que, óbvio, não inclui o ministro Alexandre Silveira). Após a proposta de Lula, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem sido a articuladora desse movimento junto a outras nações.
Marina instou os países a terem a coragem de abordar a necessidade de uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis, destaca o Guardian. “O mapa é uma resposta ao nosso conhecimento científico [sobre a crise climática]. É uma resposta ética”, explicou a ministra.
Nesta semana, os ministros do clima dos países estão na COP30 para superar as divergências sobre questões-chave – como acelerar as metas climáticas dos países, fornecer financiamento climático e facilitar o comércio – e chegar a um acordo até sexta-feira. E apesar da força ganha nos últimos dias, ainda não está claro se os delegados conseguirão dar a partida em um roteiro para a transição para longe dos combustíveis fósseis, explica a Bloomberg.
A participação de Alckmin na COP30 foi noticiada também por Terra, CNN Brasil, UOL, R7, Brasil 247, eixos, O Globo, Times Brasil, Valor, Band, Vero Notícias, Exame, Um só planeta, Veja e CNN Brasil.
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Em tempo 1: Mais de 70 organizações da sociedade civil presentes na COP30 divulgaram ontem (17/11) uma carta aberta instando governos de todo o mundo a estabelecerem zonas livres da exploração de combustíveis fósseis para proteger florestas e defender os direitos de Povos Indígenas e comunidades locais. O apelo surge em um momento em que mapas revelam a sobreposição de blocos de petróleo e gás fóssil em mais de 183 milhões de hectares de florestas tropicais na Amazônia, na região do Congo e no Sudeste Asiático, uma ameaça que exige ação imediata, informa o E+E Leader.
Em tempo 2: O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou uma consulta pública sobre descarbonização da indústria, informam Valor, O Globo, Folha e CNN Brasil. A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI) foi elaborada ao longo de dois anos, com contribuições de especialistas e representantes do setor, como o Instituto E+, think tank que defende a transição energética e a descarbonização industrial como vetores para o desenvolvimento socioeconômico.



