
Chuvas intensas nas primeiras semanas de janeiro causaram caos em Moçambique. Segundo autoridades locais, cerca de 40% da província de Gaza estava submersa devido às tempestades em partes do Sul da África. Enchentes destruíram casas, centros de saúde, estradas e deixaram famílias sem acesso à água potável, cuidados médicos, nutrição e educação. Devido à crise no país, o presidente Daniel Chapo cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Inocencio Impissa, ministro e porta-voz do governo moçambicano, afirmou que quase 600 mil pessoas foram afetadas em Gaza e na província vizinha de Maputo, informam a AP e a Reuters. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), que está auxiliando nos esforços de socorro, disse que as inundações destruíram mais de 72 mil casas e levaram cerca de 327 mil pessoas a 62 abrigos temporários.
Na capital de Gaza, Xai-Xai, autoridades estão pedindo a evacuação de todos os habitantes das zonas baixas. Isso porque as ruas da cidade continuam sendo invadidas pelo rio Limpopo, detalha a DW.
As fortes chuvas, que já deixaram mais de 100 mortos em Moçambique, na África do Sul e no Zimbábue, devem continuar. Os temores aumentam com a chegada da temporada anual de ciclones em Moçambique, que pode gerar uma dupla crise.
A UNICEF alerta para a rápida contaminação da água, que pode gerar surtos de doenças e aumentar a desnutrição de crianças no país. Quase quatro em cada dez crianças moçambicanas vivem com desnutrição crônica, explica The Voice of Africa.
Moçambique tem sofrido com ciclones devastadores e com uma seca severa nos últimos anos. O custo de recuperação ainda é incerto. Na vizinha África do Sul, o governador de uma das províncias do país afetadas pelas chuvas disse que os danos podem chegar a US$ 250 milhões.
Independent Online, All Africa e Africa News também repercutiram os impactos das fortes chuvas em Moçambique.



