
Por um lado, Donald Trump “vomitando” fake news sobre fontes renováveis; por outro, a China chamando países para negócios “verdes”. O Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, foi palco de uma nova “guerra fria”, que reforçou a polarização entre as duas potências no debate sobre investimentos em energia renovável e descarbonização da economia global.
Em discurso na 4ª feira (21/1) para delegados no encontro em Davos, Trump não só xingou a União Europeia, como também aproveitou para alfinetar a China, registra a CNN Brasil. “Uma coisa que eu notei é que, quanto mais eólica o país tem, mais dinheiro o país perde e pior o país fica”, declarou, afirmando que o suposto declínio das nações ocidentais estava diretamente relacionado a políticas climáticas. Como o Capital Reset destaca, o único “green” utilizado pelo “agente laranja” foi a “Greenland” (Groenlândia), que tenta garantir para os EUA a todo custo.
No dia seguinte (22/1), representantes chineses contra-atacaram. Enquanto Trump afirmou que a China fabrica quase todas as turbinas eólicas, mas que ele “não conseguiu encontrar nenhum parque eólico no país”, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, lembrou que seu país ocupa o primeiro lugar em capacidade instalada há 15 anos consecutivos. Além disso, citou que as exportações chinesas de equipamentos eólicos e fotovoltaicos reduziram as emissões em 4,1 bilhões de toneladas de CO2 em outros países, informa o Straits Times.
“Convidamos empresas de todo o mundo a abraçar as oportunidades da transição verde e de baixo carbono e a trabalhar em estreita colaboração com a China em áreas como infraestrutura verde, energia verde, minerais verdes e finanças verdes”, disse o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Ele também ressaltou que o próximo plano quinquenal da China continuará a priorizar o desenvolvimento de baixo carbono, relatam Poder 360 e New York Times.A energia eólica se tornou um alvo quase obsessivo de Trump. O “agente laranja” afirma que a fonte é “economicamente inviável”, o que não tem respaldo na realidade. Basta olhar o boom eólico ocorrido nas últimas décadas em várias partes do mundo, incluindo os EUA antes de Trump.



