
Dez países europeus assinaram um pacto inédito para acelerar a implantação de parques eólicos offshore na década de 2030 e construir uma rede elétrica no Mar do Norte. A proposta promete criar empregos verdes, gerar energia elétrica de baixo custo e baixa emissão e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis no setor elétrico.
O compromisso foi assinado pelos ministros de energia de Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Holanda e Noruega. Segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, os planos para acelerar a interligação de projetos de energia eólica offshore na Europa visa tornar a região a “maior reserva de energia limpa do mundo”.
Como o Guardian detalha, os parques eólicos marítimos serão conectados diretamente a diversos países por meio de cabos submarinos de alta tensão. A capacidade instalada deve atingir 100 gigawatts (GW), suficientes para abastecer 143 milhões de residências.
Foi acordada a construção coletiva de 5 GW de capacidade por ano, entre 2031 e 2040, apoiando investimentos do setor privado. Em contrapartida, mais de 100 empresas assinaram uma declaração se comprometendo a reduzir custos e criar cerca de 91 mil empregos, detalham Reuters e BBC. A expectativa é atrair € 1 trilhão (R$ 6,20 trilhões) em investimentos em energia eólica até 2040.
O secretário de Energia britânico, Ed Miliband, afirmou que a região está “defendendo seus interesses nacionais” ao impulsionar a energia limpa e “abandonar a montanha-russa dos combustíveis fósseis”. Em janeiro, o Reino Unido concedeu contratos de subsídios recordes para projetos de energia eólica offshore suficientes para abastecer 12 milhões de residências.
Miliband disse que o acordo transnacional era “uma resposta muito forte aos pessimistas, aos derrotistas, aos que, de alguma forma, queriam descartar a energia eólica offshore“. Um recado para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já que o pacto foi assinado uma semana depois do “agente laranja” criticar os planos britânicos de eliminar gradualmente a produção de combustíveis fósseis no Mar do Norte e reclamar da energia eólica europeia.
Wall Street Journal, Financial Times, Politico e Energy Watch também falaram sobre o pacto para acelerar a energia eólica no Mar do Norte.
Em tempo:Um juiz federal dos EUA autorizou, na 2ª feira (2/2), que a empresa dinamarquesa Orsted continue com o projeto Sunrise Wind na costa de Nova York. Com a decisão, os cinco projetos eólicos offshore interrompidos pelo governo Trump em dezembro podem retomar a construção. A Orsted informou que deve retomar as obras imediatamente, mas que continuará com o processo subjacente que contesta a ordem de paralisação do Departamento do Interior do governo estadunidense. Até o momento, a empresa investiu mais de US$ 7 bilhões (R$ 36 bilhões) na construção de Sunrise Wind. A Reuters detalha.



