
Desde 20 de janeiro, o Japão vive episódios de nevascas que cobriram grande parte do norte do arquipélago e deixaram 46 mortos e 558 feridos até o momento, informa o UOL. Segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do país, as nevascas causaram caos nas estradas, em especial ao longo do Mar do Japão.
Das 47 prefeituras do país – que se assemelham à estrutura administrativa dos estados no Brasil -, 15 foram afetadas. Muitos acidentes fatais aconteceram por conta da neve acumulada que caiu dos telhados sobre as vítimas ou por quedas de pessoas que limpavam ruas e outros acessos, detalham The Sun e Straits Times.
Na prefeitura de Aomori, no norte japonês, mais de 1.700 casas ficaram sem energia elétrica, e serviços regulares e de trens-bala tiveram que ser cancelados. O governo enviou ajuda militar para a região, a mais afetada até agora. Em áreas isoladas, a neve chegou a acumular 4,5 m, segundo o Guardian.
De acordo com a Rádio Itatiaia, a previsão para os próximos dias é de neve mais intensa nas regiões costeiras do oeste e do norte do país. Além disso, a Agência Meteorológica do Japão informou que as temperaturas devem subir um pouco, o que aumenta o risco de avalanches e torna as superfícies mais escorregadias.
O Japão teve eleições gerais no domingo, lembra a Euronews. E a neve recorde não só atrapalhou o trânsito em boa parte do país, como também exigiu que algumas seções eleitorais fechassem mais cedo, detalha a Agência Brasil.
Em tempo: Na Europa, Espanha e Portugal foram atingidos pela 3ª tempestade mortal em duas semanas, informa o Guardian. A tormenta Marta passou pela Península Ibérica causando chuvas torrenciais, que mataram duas pessoas. Marta segue as tempestades Kristin - que matou pelo menos cinco pessoas - e a Leonardo, que fez uma vítima na 4ª feira passada (4/2). As chuvas devem continuar nesta semana, com mais de 100 mm de precipitação. Parte dos temporais rumou para o sul da Itália e para o oeste da Grécia e da Turquia no final de semana.


