
As áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal totalizaram 1.324 km² de agosto de 2025 a janeiro de 2026, uma redução de 35% em comparação ao ciclo anterior (agosto de 2024 a janeiro de 2025), quando foram registrados 2.050 km² sob alerta de supressão vegetal no bioma. No Cerrado, no mesmo período, foram identificados 1.905 km² sob alerta de desmatamento, ante 2.025 km² no ciclo anterior – uma queda de 6%.
Os dados são do sistema DETER, do INPE, e foram divulgados nesta 5ª feira (12/2). Diante desse cenário, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, estima que 2026 pode registrar o menor índice de desmatamento desde 1988, quando começou a série histórica, destaca o Estadão.
O DETER, que monitora os alertas de desmatamento, é diferente do PRODES, sistema do INPE que mede a taxa anual de desmatamento no período que se inicia em agosto de um ano e vai até julho do ano seguinte. De acordo com o PRODES, em 2025 na comparação a 2022, o desmatamento caiu 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado, informa o R7.
Voltando ao DETER, o sistema detectou um aumento de 45,5% nos alertas de desmate no Pantanal entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, passando de 202 km² para 294 km². No entanto, o valor atual ainda é 65,2% menor do que o registrado em período similar entre 2023 e 2024.
Marina atribuiu a queda do desmatamento às ações do governo em conjunto com órgãos de fiscalização. “Dos 81 municípios que mais desmatam, 70 já assumiram esse compromisso [contra o desmatamento, por meio do programa União com Municípios, UcM]. E temos ações concretas com recursos do Fundo Amazônia”, afirma.
Segundo o g1, o governo anunciou que vai ampliar a transparência dos planos de combate ao desmatamento para todos os biomas, com abertura das informações do plano amazônico (PPCDAm) e dos sistemas de monitoramento. Tribuna do Agreste, O Tempo, Folha PE e Terra também divulgaram os dados sobre queda do desmatamento.



