
Um estudo publicado no jornal Communications Earth & Environment quantificou os benefícios da Amazônia de pé: cerca de US$ 20 bilhões ao ano (R$ 104 bilhões). Segundo os pesquisadores, esta é a evidência mais abrangente e robusta sobre o valor dos serviços ecossistêmicos proporcionados pelas florestas tropicais – em especial pelas chuvas.
Para chegar a esse número, os cientistas analisaram observações de satélite combinadas com simulações de modelos climáticos, calculando um valor monetário da chuva para a sociedade e a economia. Nas florestas tropicais em geral, cada metro quadrado de vegetação em pé contribui para cerca de 240 litros de chuva por ano. No caso da Floresta Amazônica, o número sobe para 300 litros, relata o Conexão Planeta.
Os autores lembram que 85% do agronegócio brasileiro depende das chuvas. Culturas como o algodão, por exemplo, consomem 607 litros por metro quadrado – o equivalente à água produzida por dois metros quadrados de floresta intacta.
“As florestas tropicais produzem chuva, fornecendo água essencial à agricultura. Reconhecer essa conexão crucial poderia aliviar as tensões entre os interesses agrícolas e de conservação, além de gerar um apoio mais amplo à proteção das florestas em geral”, destaca Callum Smith, coautor da pesquisa.
Em tempo: Um estudo do Imazon mostra que o Pará concentra sete das dez áreas mais pressionadas pelo desmatamento na Amazônia Legal. O levantamento diferencia dois tipos de desmate: o registrado nas Áreas Protegidas, classificado como pressão, e a derrubada observada no entorno desses territórios, definida como ameaça — indicador de risco de avanço futuro da degradação. Entre as áreas com maior incidência direta de desmatamento em 2025, a liderança é da RESEX Chico Mendes (AC), seguida pela Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu (PA) e pela Terra Indígena Andirá-Marau (AM/PA), informam Um só Planeta e g1.



