
Após um ano suspensa, a Net Zero Asset Managers (NZAM) anunciou seu retorno na 4ª feira (25/2). No entanto, a aliança de gestoras de investimentos interessadas na descarbonização de seus portfólios agora tem regras mais brandas, o que gerou críticas de especialistas. A principal delas é que a meta de atingir o net zero, antes limitada ao ano de 2050, não tem mais prazo definido.
De acordo com o Capital Reset, a “nova” NZAM conta com 250 signatários, ante os 325 membros da versão anterior. A lista tem predomínio de grupos europeus, como UBS Asset Management, BNP Paribas Asset Management e Allianz Global Investors.
Quanto às gestoras dos Estados Unidos, apenas 12 voltaram a aderir à aliança, frente às 44 que participaram na época da suspensão – BlackRock, JPMorgan e Goldman Sachs não voltaram ao grupo, detalha a Reuters. O Brasil conta com cinco membros: Flying Rivers Capital, IG4 Capital, JGP, Régia Capital e Fama Re.Capital.
A “nova” NZAM promete “estabelecer metas climáticas de curto prazo consistentes com a meta global de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa” e “implementar uma estratégia de gestão de investimentos para apoiar as empresas investidas a lidar com riscos e oportunidades climáticas relevantes”. No entanto, a aliança não exige mais que gestoras se comprometam a alinharem seus portfólios com a meta global de net zero até 2050 e que estabeleçam metas intermediárias até 2030. Agora, os signatários definem seus próprios objetivos e caminhos, sem uma exigência padrão.
Em entrevista ao Net Zero Investor, Agathe Masson, responsável pela campanha de investimento sustentável da Reclaim Finance, criticou o modelo, alegando que as novas regras podem levar gestores a simplesmente ignorarem suas promessas. Ou seja, um cheiro de greenwashing institucionalizado no ar.
A NZAM suspendeu suas operações em janeiro de 2025 depois de um êxodo em massa de grupos, motivados pela inflação mais alta e ataques políticos nos EUA, capitaneados pelo “agente laranja” Donald Trump, explicam Bloomberg e Business Green.



