
Um levantamento feito por O Globo e confirmado pelo UOL mostra que o governo de Minas Gerais sob a gestão de Romeu Zema (NOVO) reduziu em 96% as verbas destinadas à prevenção de impactos das chuvas entre 2023 a 2025. Segundo informações do Portal da Transparência do estado, o valor recuou de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões no período.
Em 2023, a gestão Zema destinou R$ 134,8 milhões ao programa “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas”. Oficialmente, a iniciativa concentra investimentos na mitigação dos efeitos da chuva, com ações como “gestão de desastres causados pela chuva”, “assistência emergencial aos municípios atingidos pelas chuvas”, “mitigação de danos pontuais nas rodovias” e “prevenção de eventos meteorológicos críticos”.
Em 2025, o valor caiu para R$ 5,8 milhões, dos quais R$ 5,6 milhões (97%) foram aplicados em ações para atenuar os danos das chuvas apenas em estradas. Nos dois primeiros meses de 2026, foram gastos pouco mais de R$ 36 mil, detalham Brasil 247 e ICL Notícias. Dados da primeira gestão Zema (2019-2022) não estão disponibilizados pelo Portal da Transparência.
O governador contestou os números. Segundo Zema, foram investidos mais de R$ 200 milhões na construção de piscinões para conter a água da chuva na Região Metropolitana de Belo Horizonte e R$ 70 milhões em kits de Defesa Civil para mais de 600 municípios.
Com a porta já arrombada pela tragédia climática, o vice-governador, Mateus Simões (PSD), anunciou que serão destinados R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá, informa o Terra. O governo federal também anunciou apoio às cidades da região da Zona da Mata. O governo federal reconheceu o decreto de calamidade pública de Juiz de Fora e anunciou o envio de uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS.
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Em tempo: Há quase um ano, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), espera a liberação de R$ 21,6 milhões via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para contenção de encostas. Apesar de autorizado, valor ainda não foi repassado por pendências documentais, contam Folha e Estado de Minas.
O termo de compromisso foi assinado em julho de 2024, mas a papelada está parada desde então, esperando alterações no documento - o parecer pede ajustes para que o plano esteja compatível com um programa federal de gestão de riscos e desastres, explica o Brasil 247.
O pedido foi prorrogado quatro vezes. Entre os documentos necessários a essa etapa estão o anteprojeto e o projeto básico da obra, o termo de referência do edital e uma declaração sobre a sustentabilidade do projeto.



