
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autuou a Petrobras após identificar uma não conformidade crítica na sonda NS-42 (ODN-II), da Foresea, que está perfurando o poço exploratório Morpho no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas. A multa da ANP pode chegar a R$ 2 milhões, mas a petrolífera pode recorrer.
Em 4 de janeiro, a operação da NS-42 provocou o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido de perfuração durante a abertura do poço no Bloco 59, no litoral do Amapá. Entretanto, a agência explicou ao Broadcast que a multa não se refere ao derramamento. A autuação decorre de uma fiscalização realizada na sonda para verificar a conformidade do seu Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional.
Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, a ANP realizou uma auditoria na NS-42, na qual identificou sete desvios de conformidade na plataforma de perfuração, sendo um considerado crítico, cinco graves e um moderado, detalha a eixos. Segundo a agência, “houve um desvio nos planos e procedimentos para teste, inspeção e manutenção das bombas de combate a incêndio da instalação”, que foi classificado como não conformidade crítica e gerou auto de infração.
Em relação às demais não conformidades encontradas, a agência determinou prazos para que a Petrobras sane cada uma delas, informa o Amazonas Atual. A estatal terá entre 30 e 90 dias para resolver os problemas, de acordo com a gravidade de cada infração.
Não é a primeira punição à empresa após o acidente na exploração do Bloco 59. O IBAMA multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões pelo vazamento. Embora a Petrobras tenha afirmado que o fluido é biodegradável e de baixo risco para a fauna, a flora e as pessoas, o órgão ambiental verificou que o produto contém substância tóxica suficiente para impactar animais e o meio ambiente.
Apesar do vazamento e das não conformidades encontradas pela ANP, a agência autorizou a Petrobras a retomar a perfuração, paralisada desde o dia do acidente. Em meados de fevereiro, a diretora de Exploração e Produção (E&P) da petrolífera, Sylvia dos Anjos, disse que a operação já havia sido retomada. Contudo, a Petrobras informou à época que ainda preparava o retorno da perfuração de Morpho.
Em tempo: Dados da ANP mostram que a produção de petróleo do Brasil atingiu 3,953 milhões de barris por dia (bpd) em janeiro, alta de 14,6% ante igual mês do ano passado, informa o g1. Em comparação com dezembro, o volume produzido caiu 1,5%, informa a Folha. A Petrobras foi responsável pela produção de 2,41 milhões de bpd como operadora, o que corresponde a 61% da produção nacional. A Shell foi a segunda maior produtora, com 408 mil bpd em janeiro, enquanto a TotalEnergies produziu 166 mil bpd no mesmo mês. A produção nacional de gás fóssil também cresceu, alcançando 193 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, avanço de 20% frente a igual mês de 2025.



