
Fevereiro de 2026 foi o quinto mês mais quente da história recente, com temperaturas globais atingindo 1,49°C acima dos níveis pré-industriais. A temperatura média do ar na superfície do planeta chegou a 13,26°C – 0,53°C acima da média registrada entre 1991 e 2020 para o mês. Além disso, a temperatura média da superfície do mar foi de 20,88°C, a segunda mais alta já registrada para o mês.
As informações são do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus (C3S), laboratório climático da União Europeia. O C3S utiliza dados do conjunto ERA5, que reúne bilhões de medições de satélites, navios, aviões e estações meteorológicas em todo o mundo. O resultado segue a tendência de janeiro, que também foi o 5º mais quente já registrado, lembra o Poder360.
O C3S destaca que a Europa experimentou um grande contraste térmico e de precipitação no mês passado. Europa Ocidental, Meridional e Sudeste registraram temperaturas acima da média, enquanto o noroeste da Rússia, países bálticos [Estônia, Letônia e Lituânia], Finlândia e demais vizinhos escandinavos tiveram dias mais frios. O primeiro grupo também apresentou condições mais úmidas do que a média, enquanto o restante do continente ficou predominantemente mais seco do que a média, detalha o Straits Times.
França, Espanha, Portugal e Marrocos registraram tempestades intensas que causaram inundações severas e danos generalizados. As chuvas extremas também causaram mortes e afetaram os meios de subsistência, informam Down to Earth e Revista Fórum.
“Houve um gradiente notável da temperatura da superfície do mar entre as temperaturas frias no Atlântico Norte central e oeste e as temperaturas quentes no Atlântico Norte subtropical, o que provavelmente favoreceu o desenvolvimento de tempestades que atingiram a Europa”, explica o C3S.
Outro ponto destacado é a extensão do gelo marinho do Ártico, que ficou 5% abaixo da média e foi a terceira menor registrada para fevereiro, conta O Globo. Regionalmente, a cobertura de gelo marinho ficou abaixo da média no Mar de Labrador e na Baía de Baffin, entre o Canadá e a Groenlândia, e no Mar de Okhotsk, entre o Japão e a Rússia.



