
Os contratos futuros do petróleo voltaram a registrar forte alta na 4ª feira (11/3), devolvendo parte da queda das cotações da véspera. A nova escalada ocorreu em meio a novas ofensivas militares no Oriente Médio e a ataques a navios no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã.
No fechamento da sessão de ontem, o barril do Brent – principal referência do mercado global – com vencimento em maio teve alta de 4,76%, cotado em US$ 91,98 (R$ 478) na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência dos Estados Unidos), com entrega prevista para abril, subiu 4,55%, chegando a US$ 87,25 (R$ 453) por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), detalha o Valor.
No dia anterior, os preços do petróleo caíram, em meio a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, e de autoridades de Israel sinalizando que a guerra poderia terminar mais cedo do que o esperado. No entanto, novos ataques, que atingiram três navios petroleiros no Estreito de Ormuz, colocaram essa promessa em xeque.
Além da incerteza contínua quanto ao fim da guerra, o anúncio da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em Inglês) de liberação de cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas de seus países-membro não foi suficiente para acalmar os ânimos. Além de não haver data para a disponibilização desse volume ao mercado, especialistas acreditam que o impacto nos preços será limitado (leia aqui).
Com a nova alta de ontem, o Financial Times e o Valor lembram o que aconteceu com a cotação do Brent na 2ª feira (9/3) como consequência da guerra de EUA e Israel contra o Irã. O barril da commodity chegou a ser cotado em US$ 119 (R$ 618) antes de fechar a sessão em US$ 84 (R$ 436), a maior oscilação em dólares do Brent registrada em um único dia.
Em tempo: Apenas 29% dos estadunidenses apoiam a incursão de Donald Trump contra o Irã, mas todos já estão pagando mais caro pelos combustíveis devido à escalada dos preços do petróleo. Segundo o New York Times, na 4ª feira (11/3), os preços da gasolina subiram pelo 11º dia consecutivo, atingindo uma média nacional de US$ 3,58 (R$ 18,60) por galão (ou R$ 4,91 por litro), segundo a associação automobilística AAA. O aumento elevou o custo para os motoristas em 20%. Os preços do diesel aumentaram ainda mais rapidamente e chegaram a US$ 4,83 (R$ 25, ou R$ 6,58 por litro), um aumento de 28% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.



