
Modelos climáticos têm apontado para um El Niño forte ou um “super El Niño” no segundo semestre de 2026. Segundo dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), há 98% de chance de um El Niño moderado se formar até agosto, com 80% de probabilidade de ser um evento forte e 22% de atingir a categoria “super”.
Já cientistas do Centro de Previsão Climática dos EUA projetam uma probabilidade de 80% de um El Niño em agosto – a previsão anterior era de 60% no outono do Hemisfério Norte, informa o New York Times.
“Os modelos já indicam a possibilidade de um El Niño forte a partir de maio, ganhando força ao longo do inverno. Mas ainda é cedo para falar em um ‘super El Niño’; por enquanto, esse cenário precisa de mais confirmação”, explica o meteorologista César Soares, da Climatempo, no g1.
O El Niño é caracterizado, em poucas palavras, pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Pacífico. A definição de super El Niño não é consensual entre meteorologistas e climatologistas, mas, de forma geral, o termo é usado quando as temperaturas das águas superam 2°C acima da média na região-chave do Pacífico.
Os impactos nos padrões climáticos globais tendem a ser abrangentes e podem durar um ano ou mais, como vimos no super El Niño de 2023-2024. Ondas de calor frequentes, aumento do risco de incêndios florestais, concentração de chuvas intensas em algumas regiões e secas severas em outras, diminuição da formação de furacões no Atlântico e aumento deles no Pacífico oriental são alguns dos impactos.
Eventos anteriores provocaram a quebra de safras de café no Vietnã, de soja no Brasil e de cacau no continente africano.
Atualmente, estamos sob a influência de uma La Niña fraca, que deve enfraquecer ainda mais nos próximos meses. Na transição para o El Niño, após julho, uma janela de neutralidade climática deve predominar.
NPR, Click Petróleo e Gás e R7 também noticiaram o aumento das chances de um super El Niño em 2026.



