
A Agência Internacional de Energia (IEA) informou no domingo (15/3) como pretende liberar os 400 milhões de barris em reservas emergenciais de petróleo de seus 32 países-membros, em uma tentativa de conter a escalada dos preços da commodity. De quebra, a IEA sinalizou que mais barris além dessa cota inicial poderão ser liberados.
De acordo com o Mint, os estoques dos países-membro da IEA na Ásia e na Oceania serão disponibilizados imediatamente. Já as reservas estratégicas das nações que integram a agência nas Américas e na Europa serão disponibilizadas a partir do final de março.
O Japão liberou oficialmente suas reservas na 2ª feira (16/3), informam Al Jazeera e Straits Times. Na semana passada, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, anunciou planos para liberar unilateralmente 80 milhões de barris de petróleo dos estoques do país, decisão tomada antes mesmo da IEA anunciar o acordo entre seus membros, no dia 11 de março.
Apesar de ser a maior liberação de reservas da IEA em seus 52 anos, mais volumes poderão ser disponibilizados ao mercado, relatam Guardian e Investing.com. “Apesar dessa grande liberação, ainda temos muitos estoques. Uma vez concluída, essa liberação reduzirá os estoques de emergência nos países em apenas 20%”, disse o diretor executivo da agência, Fatih Birol.
Esta é a sexta vez que os países-membro da Agência tomam medidas coletivas de emergência para apoiar os mercados de petróleo desde a criação da IEA, em 1974. Liberações coordenadas anteriores ocorreram em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022.
Em tempo: A liberação de reservas pela IEA ajudou a estancar ontem a escalada dos preços do petróleo. No fechamento da sessão, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em maio caiu 2,84%, cotado a US$ 100,21 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI (referência dos EUA) com entrega em abril caiu 5,28%, a US$ 93,50 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), informam Valor e Reuters.



