Mais de um mês de desastre, e o país não consegue saber de onde veio o óleo que polui litoral nordestino

9 de outubro de 2019

O desastre vem acontecendo há mais de um mês, 130 praias já foram afetadas em nove estados do Nordeste e, até agora, nenhuma pista sobre quem cometeu o crime. De onde veio o petróleo? Bolsonaro já tentou jogar a culpa na Venezuela. Agora, segundo o Valor, diz que o petróleo “não é nosso (…) não é responsabilidade nossa”.

Naufrágio? Limpeza de porões de algum petroleiro? As hipóteses são várias, mas uma coisa é certa: o país não tem estrutura de monitoramento ou fiscalização robusta o suficiente para garantir que atividades que envolvam petróleo e gás não causem impactos na biodiversidade marinha, como disse ao WWF a pesquisadora Leandra Gonçalves, do Instituto Oceanográfico da USP.

Em editorial, O Globo diz que “ficam algumas lições. Uma delas é que o pouco-caso com o meio ambiente, aliado ao desmantelamento dos órgãos ambientais, deixa o país vulnerável. Outra é que acidentes desse tipo em águas internacionais precisam ser discutidos em fóruns multilaterais (…), mas também nesse caso, pressupõe uma preocupação maior com o meio ambiente e a disposição para o debate em órgãos multilaterais, assuntos pelos quais o atual governo parece não nutrir simpatia.”

Vale a leitura das matérias da Deutsche Welle e da Hypeness.

 

ClimaInfo, 9 de outubro de 2019.

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