
A petroleira BP confirmou nesta 2ª feira (21/7) a indicação do executivo Albert Manifold para a presidência de seu conselho de administração. A medida atende aos interesses de investidores, que pressionavam por mudanças na empresa depois de resultados financeiros ruins nos últimos anos. Manifold substituirá Helge Lund, principal entusiasta do plano de transição da BP para fontes renováveis de energia, que agora está sendo abandonado pela empresa.
Manifold é novo no setor de óleo e gás. Ex-CEO da empresa de materiais de construção CRH, o executivo irlandês é visto como uma aposta para o fortalecimento dos resultados financeiros da BP, reforçando a mudança estratégica anunciada no começo do ano pela petroleira britânica, com novos investimentos na produção de combustíveis fósseis até 2030.
A mudança representou um recuo nos planos da BP para deixar de ser uma “empresa de energia integrada”. O projeto era capitaneado pelo ex-CEO Bernard Looney, indicado por Lund em 2020. No entanto, como o Guardian lembrou, a iniciativa acabou sendo prejudicada pela alta dos preços globais de petróleo e gás, causada pela guerra na Ucrânia, e pela surpreendente saída de Looney em 2023.
A pressão sobre a BP se intensificou no final do ano passado, quando o fundo de hedge Elliott Management acumulou uma participação multibilionária na empresa em meio à crescente insatisfação dos investidores com o baixo preço das ações.
A BP vem reduzindo rapidamente seu portfólio verde. Na semana passada, a empresa concordou em vender sua unidade de energia eólica onshore nos EUA, como parte de um plano para se desfazer de US$ 20 bilhões em ativos para “simplificar e focar o negócio”.Bloomberg, Reuters, The Telegraph e Wall Street Journal, entre outros, também repercutiram a notícia.



