
Mais um verão de recordes de altas temperaturas no Hemisfério Norte. No Japão, o calor intenso superou índices registrados durante mais de um século. Cidades como Komatsu e Kyoto registraram temperaturas acima de 40oC, informa a Folha. No mesmo dia, recordes locais de temperatura foram quebrados em 39 outras localidades no país.
De acordo com o Guardian, quase um terço das estações meteorológicas do Japão relataram máximas acima de 35°C. O governo japonês recomendou o cancelamento ou adiamento de eventos devido ao calor intenso. Segundo o Ministério do Interior, um total de 17.229 pessoas foram hospitalizadas com sintomas de insolação em junho – este é o maior número já registrado em um único mês, segundo dados que datam de 2010, destacam o Japan Times, NHK e Deutsche Welle.
A vizinha Coreia do Sul também sofre com as ondas de calor. Seul, capital do país, teve um recorde de 22 “noites tropicais” com temperaturas acima de 25oC. Agosto é o mês mais quente em ambos países e modelos de previsão sugerem temperaturas acima da média entre o final de agosto e o início de setembro.
O calor em países nórdicos também foi acima da curva. Uma estação meteorológica na parte norueguesa do Círculo Polar Ártico registrou temperaturas acima de 30°C (86°F) em 13 dias em julho. Já a Finlândia teve três semanas consecutivas com temperaturas de 30°C. Esta é a maior sequência registrada desde 1961.
O aumento das temperaturas elevou também o consumo médio europeu de eletricidade. A Espanha registrou um aumento de 16% no mesmo período em que as temperaturas ultrapassavam 40°C. O pico de demanda por eletricidade historicamente ocorre no inverno na Europa, mas isso pode mudar por conta dos verões mais quentes, informam Financial Times e CNB.
France 24 e Euronews também noticiaram os recordes de temperatura.



